ARACAJU/SE, 8 de fevereiro de 2026 , 21:12:58

Sergipe não tem o que celebrar no Dia do Meio Ambiente

Da redação, Joangelo Custódio

Todos os anos, desde 1972, 5 de junho é celebrado como o Dia Mundial do Meio Ambiente, data instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) com o singelo objetivo de disseminar atividades de preservação da natureza, além, é claro, de alertar os governos sobre os perigos do negligenciamento da tarefa de cuidar do planeta em que vivemos.

Em Sergipe não há muito o que se comemorar, quando o assunto é preservação ambiental. Isso porque, segundo o Inventário Florestal Nacional (INF-SE) – órgão do Ministério do Meio Ambiente -, restam apenas 13% de cobertura florestal, totalizando cerca de 286 mil hectares dividido entre caatinga (6,2%) e mata atlântica (6,8%). Isto é, o Estado é praticamente “careca” e candidato à desertificação.

De acordo com o estudo, essa cobertura ocorre de forma desigual: 56% dos municípios apresentam entre 1% e 10% de cobertura florestal, enquanto apenas 10 dos 75 municípios sergipanos abrigam metade de toda a área de floresta do estado.

O levantamento identificou também que 20% das florestas de Sergipe estão nas 23 Unidades de Conservação (UCs) existentes no estado. A área protegida total é de 119 mil hectares, o que corresponde a 5% do território, mas pouco menos da metade das UCs – cerca de 57 mil hectares – contém floresta.

Outro dado interessante é que apenas 10 municípios detêm metade dos 13% de cobertura vegetal, sedo que o município de Areia Branca, na região de Mata Atlântica, tem a maior cobertura vegetal do Estado, 42%; e Canindé de São Francisco a segunda maior área, 19%.

De acordo com o engenheiro florestal Elísio Marinho, 28 municípios do semiárido estão em condições iminentes de desertificação. “Além do desmatamento, a irregularidade das chuvas contribui para que a degradação seja ainda mais acentuada em algumas regiões”.

 

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