Da redação, AJN1
O Sindicato dos Professores do Estado de Sergipe (Sintese) esteve reunido na manhã desta quinta-feira (27), no Calçadão da rua João Pessoa, no Centro de Aracaju, para apresentar à sociedade o resultado da “Prova Final da Educação Pública”, uma espécie de avaliação anual feita por educadores os quais dão notas ao modelo de educação que é conduzido por gestores municipais e pelo governo estadual. E a nota atribuída ao Governo daria repetição de ano na certa: 2,0, maior que a sentenciada ano passado: 0,8. Dos 74 municípios avaliados, 57 foram reprovados. Apenas 17 conseguiram nota maior que 5,0.
A maior nota foi registrada no município de Nossa Senhora do Socorro (7,1), seguida na sequência por Barra dos Coqueiros e Itabaiana (6,2), Propriá (6,1), Siriri e Nossa Senhora das Dores (5,9). Já a pior ficou com a cidade de Pedrinhas (1,2), seguida por São Domingos (1,5), Santa Luzia do Itanhy (1,6), Malhador (1,7), Malhada dos Bois (1,8).
“As notas apresentadas neste ato público são o resultado de um conjunto de análises a partir da legislação e constatamos que mais uma vez a grande maioria dos gestores são reprovados, no que tange ao direito a Educação, ao direito do magistério. Com isso, é preciso que cobremos muito mais para que possamos reverter esse cenário”, destaca Ivonete Cruz, presidente do Sintese, ao reforçar que a nota é referente à política educacional de 2018, não necessariamente atrelada ao ano letivo.
Essa é a décima segunda edição da avaliação, a primeira foi em 2007.

A professora Ivonete Cruz
MÉTODO
Ivonete explica que, este ano, a Prova Final mudou o método de avaliação. “A mudança de metodologia trouxe um cenário mais real do que é a política educacional desenvolvida pelos municípios e pelo governo do Estado. E é fundamental que dialoguemos com a sociedade o descumprimento, por parte dos gestores, dos direitos não só dos professores, mas também dos estudantes e da população em geral. Viemos mostrar que há leis que precisam ser obrigatoriamente cumpridas”, apontou o vice-presidente Roberto Silva dos Santos.
GOVERNO DISCORDA
Em nota enviada ao AJN1, a assessoria de comunicação da Secretaria de Estado da Educação (Seed) discorda do posicionamento do Sintese, mas entende que toda manifestação é legítima.
“Mantemos a lisura dos compromissos através do Portal da Transparência e que, sem duvidar, 2018 merece destaque pela consistente melhoria dos Índices de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), revertendo uma tendência de deterioração que estava estabelecida há algum tempo. Felizmente Sergipe deixou a vexatória posição entre os estados da União, com piores desempenhos, para se posicionar no pelotão dos que estão apresentando um crescimento elogiável nos indicadores. Ao longo do ano, conseguiu-se estreitar a colaboração com todas as Secretarias Municipais de Educação, representadas pela Undime – União Nacional de Dirigentes Municipais de Educação, e aprovar a regulamentação da implantação do currículo de Sergipe, referente à educação infantil e ao ensino fundamental, configurando-se entre os 12 estados que conseguiu esse feito em regime de colaboração com as entidades de classe e os municípios”.
Ainda segundo a nota, a estruturação do corpo docente teve avanços em dois pontos importantes: nas discussões sobre a aplicação do Piso Nacional Salarial dos professores e seus efeitos sobre a hierarquização da carreira. O segundo ponto foi o levantamento da dificuldade de garantir a integral oferta de componentes curriculares, tendo em vista o expressivo quadro de docentes que se afastam legalmente das atividades em sala de aula. “Para esses casos em que não se geram vagas de caráter permanente, um projeto de lei foi aprovado pela Assembleia Legislativa de Sergipe, visando criar um cadastro de professores substitutos.”
Por fim, a Seed diz que, no tocante a investimentos, efetivamente foram ordenados um montante de R$ 54 milhões em reformas e ampliações de unidades escolares da Rede Estadual. “A Seed afirma, veementemente, que 2018 foi um ano produtivo, e acredita-se que mais melhorias ocorrerão em 2019.”
