Contra venda de ativos no NE, petroleiros sergipanos aderem à mobilização nacional

Da redação, AJN1

 

A Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), que reúne cinco sindicatos de trabalhadores da Petrobras nos estados de Sergipe, Alagoas, Bahia, Rio Grande do Norte, Ceará e Espírito Santos protestou hoje (9) contra o plano de venda de campos terrestres da estatal, o qual objetiva reduzir o nível de endividamento.

 

O Sindicato dos Petroleiros de Sergipe e Alagoas (Sindipetro AL/SE), representado pelo diretor Bruno Dantas, disse que a redução da petrolífera em Sergipe vai gerar demissões.

 

“Os campos terrestres do Estado apontados pela Petrobras para venda representam 30% de produção do estado, valor muito significativo e não concordamos com isso, porque irá gerar muito desemprego nas empresas terceirizadas e pode haver queda de salário por conta de remanejamento de petroleiros próprios”, relata estarrecido Bruno Dantas.

 

Conforme o diretor do Sindipetro, cerca de 1500 trabalhadores concursados e 5 mil terceirizados sofrerão diretamente os reflexos da medida anunciada pela Petrobras, no último dia 2 de março.

 

“Com relação aos trabalhadores terceirizados, eles terão seus contratos encerrados e os concursados sofrerão com o arrocho salarial, podendo ser remanejados para outros setores dentro da empresa”.
Em Sergipe, são os campos de Siririzinho, Riachuelo, Mato Grosso e Castanhal que estão ameaçados pelo plano de desinvestimento e venda de ativos.