Da redação, AJN1
Um grupo de deputados estaduais, formado por Georgeo Passos Dr. Samuel, Rodrigo Valadares e Kitty Lima, visitou o Hospital de Urgência (Huse) nesta terça-feira (18), com o intuito de fiscalizar e colher informações para serem questionadas ao secretário Estadual da Saúde, Valberto de Oliveira, que fará uma exposição, na próxima semana, na casa legislativa.
Durante a inspeção “surpresa”, os parlamentares constataram uma velha companheira do maior hospital público do estado: a superlotação.
“Chegamos lá por volta das 7h30 de hoje. Fomos fazer uma ação de fiscalização surpresa sem que a direção do Huse tivesse ciência da nossa visita. Tivemos acesso a diversas áreas e podemos ver um pouco mais dessa realidade. Alguns pontos nos chamaram a atenção como a questão da pediatria, principalmente sobre a troca de turno dos médicos. Lá, tinha uma criança desde ontem (17) sentada em uma cadeira tomando soro, porque não tem onde ficar melhor acomodada e o médico plantonista daquele horário ainda não tinha chegado”, lastimou Georgeo.
O grupo visitou as alas Azul, Verde, Vermelha, além da UTI, parte Oncológica e Pediatria. “Queremos debater com ele [o secretário Valberto] uma melhoria para aquela unidade de saúde. A situação é fruto da má gestão dos municípios, em especial de Aracaju porque a baixa complexidade não funciona a contento”, destacou.
O que diz a SES
Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, o hospital fica superlotado devido aos casos de pequena complexidade, que deveriam estar nas unidades básicas de saúde. Sobre a criança reportada pelo deputado, a SES diz que ela estava medicada e aguardando o médico para ser reavaliada, com o objetivo de saber se tinha condições de receber alta.
Em relação à Ala Azul, a secretaria afirma que é questão da pequena complexidade. “Noventa e cinco por cento dos casos deveriam estar nas unidades básicas de saúde. Mas o Hospital é porta aberta e não nega atendimento. Quem for para lá vai receber atendimento, mas existe uma classificação de risco e o atendimento segue o critério de prioridade, e não por ordem de chegada”.




