Home office é o ‘novo normal’? Conta outra, diz o JP Morgan

Pedro Arbex

Pelo jeito aqueles comprados em BR Properties tinham mesmo razão. Enquanto boa parte das empresas repete o mantra de que “trabalhar de casa é bom para os negócios”, o JP Morgan bateu de cara com uma realidade oposta — descobriu que o período de lockdown fez sua produtividade despencar.

É a primeira das grandes ‘novas verdades’ da pandemia que começa a ser contestada.

O maior banco dos Estados Unidos disse que a produtividade caiu em todos os departamentos, e que o impacto foi ainda maior nas segundas e sextas-feiras.

A declaração foi feita pelo CEO Jamie Dimon numa reunião com analistas do banco de investimentos Keefe, Bruyette & Woods, segundo a Bloomberg.

“O estilo de vida de trabalhar de casa parece ter impactado os funcionários mais jovens [do JP Morgan], a produtividade em geral e prejudicado a ‘combustão criativa’”, escreveu um analista do KBW, citando a reunião com Dimon.

Depois da notícia, o JP Morgan esclareceu que a produtividade caiu para “todos os funcionários, e não apenas os mais jovens”. Mas segundo a empresa, os mais jovens de fato poderiam ser ainda mais prejudicados “porque perderiam oportunidades únicas de aprendizagem” que só são possíveis dentro de um escritório.

Na reunião, Dimon disse que a queda na produtividade é um dos motivos porque o banco determinou que boa parte de seus funcionários voltem ao escritório nas próximas semanas.

A declaração do JP Morgan vem alguns meses depois de gigantes de tech como Facebook, Twitter e Square declararem que estão estudando tornar o home office permanente — e mostra que, neste caso, one size does NOT fit all.

Fonte: Brazil Journal