Atendendo aos anseios de produtores rurais, especialmente daqueles que possuem a atividade leiteira como fonte de produção e de sustento, será sancionada nesta segunda-feira (29). A solenidade acontece às 15 h em Nossa Senhora da Glória. “A Lei destaca, também, a importância do Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade (RTIQ), que é o reconhecimento dos métodos de fabricação do queijo”, ressalta o deputado Zezinho Sobral (Podemos), que é líder da bancada do governo na Alese.
O Projeto de Lei foi aprovado por unanimidade no dia 17 de abril. O texto detalha processos, técnicas, tipos de queijos e derivados do leite produzidos artesanalmente, além de estabelecer critérios que asseguram a qualidade e inocuidade dos produtos. A Lei é de autoria conjunta do deputado estadual Zezinho Sobral (Podemos), de técnicos da Emdagro, Sebrae, da Universidade Federal de Sergipe (UFS), do Instituto Federal de Sergipe (IFS) e de queijeiros sergipanos.
Com a Lei será possível regulamentar a fiscalização da produção de queijos artesanais, de maneira a permitir a ampliação da oferta e a comercialização fora de Sergipe, obedecendo todas as regras. Isso, segundo o deputado Zezinho Sobral, fortalecerá o mercado, incentivará a produção, agregará renda para os pequenos produtores.
“É uma grande conquista para a nossa pecuária e merece ser celebrada. A concepção do Projeto foi fruto da união de profissionais que pensam em mecanismos capazes de gerar o desenvolvimento econômico autossustentável, a valorização da nossa cultura e da pecuária”, disse Zezinho Sobral. Ele lembrou que o texto e a ideia do Projeto contaram com a colaboração de técnicos que entendem bem do tema, entre eles o queijeiro Arivaldo Barreto, estudioso e produtor reconhecido nacionalmente.
O parlamentar ressaltou que o queijo é um dos símbolos da identidade sergipana e a produção artesanal e tradicional deve ser reconhecida. “Ao regulamentar as queijarias e a produção artesanal, será possível fortalecer e expandir o mercado sergipano, para que o homem do campo tenha seu trabalho reconhecido, livre da burocracia e dos entraves”, disse Zezinho Sobral, acrescentando que a produção artesanal do queijo agrega valor à atividade leiteira e pode ser orientada pela cultura regional, pelo emprego de técnicas tradicionais ou mesmo por inovadoras que garantem ao produto a aparência e o sabor específico do tipo de queijo artesanal.
Fonte: Alese




