ARACAJU/SE, 19 de abril de 2026 , 23:40:39

Outono eleva casos de doenças respiratórias em crianças e acende alerta para prevenção

 

Com a chegada do outono e a queda das temperaturas, cresce o número de atendimentos por doenças respiratórias em crianças, principalmente em bebês e menores de cinco anos. A combinação de ar mais seco, maior permanência em ambientes fechados e circulação de vírus favorece o aumento de casos como gripes, resfriados, bronquiolite, sinusite, asma e alergias.

Dados de estudos apontam que infecções virais das vias aéreas estão entre as principais causas de hospitalização nessa faixa etária. O Vírus Sincicial Respiratório (VSR), por exemplo, está presente em 23% a 61% das internações por infecções respiratórias inferiores em bebês e é responsável por até 75% dos casos de bronquiolite.

Segundo a pediatra imunologista e alergista Camila Budin, o período exige atenção redobrada. “No outono, as crianças ficam mais tempo em ambientes fechados, o ar fica mais seco e há maior circulação de vírus respiratórios, o que aumenta significativamente os quadros de infecções respiratórias e crises alérgicas”, explica.

Entre as doenças mais comuns está a bronquiolite, que afeta principalmente bebês e pode provocar tosse intensa, chiado no peito, dificuldade para respirar e queda na oxigenação.

A especialista destaca que medidas simples ajudam a prevenir complicações. “Medidas simples fazem muita diferença, como manter os ambientes ventilados, evitar locais fechados e com aglomeração, lavar as mãos com frequência, higienizar brinquedos e manter a vacinação em dia. Essas atitudes reduzem bastante o risco de infecções respiratórias”, orienta Camila Budin.

Ela também recomenda evitar o contato de bebês com pessoas gripadas e observar sinais de alerta. “Se a criança apresentar respiração rápida, esforço para respirar, chiado no peito, febre persistente ou dificuldade para se alimentar, é fundamental procurar atendimento médico rapidamente”, alerta a especialista.

Apesar do aumento dos casos no período, a médica reforça que prevenção, vacinação e os cuidados básicos podem reduzir significativamente as ocorrências e evitar internações.

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