Sergipe tem apenas 9% de cobertura vacinal contra HPV

Da redação, AJN1

Desde 2014, o Brasil passou a vacinar meninas a partir de 9 até 14 anos contra o Papiloma Vírus Humano (HPV) e em 2017 os meninos de 11 a 14 anos foram incluídos para tomar a vacina que protege contra os quatro tipos do vírus causadores do câncer. Em Sergipe, a cobertura vacinal está abaixo do esperado, com apenas 9%, após um ano de implantação.

De acordo com a gerente do núcleo de Imunização, Sândala Teles, a cobertura vacinal para meninas está boa para a primeira dose, mas muitas não retornam à unidade de saúde para receber a segunda. É importante ressaltar que apenas uma dose não imuniza.

“Então, fazemos um chamado aos pais das meninas de 9 a 14 anos para que procurem as unidades de saúde com elas. Aquelas que já têm mais de 14 e tomaram uma dose devem retornar para tomar a segunda”, alerta Sândala.

A gerente explica que em 2017, houve uma cobrança muito grande ao Ministério da Saúde para que os meninos fossem vacinados e a vacina está disponível. “Pedimos aos pais que são responsáveis por esses adolescentes que os encaminhem às unidades de saúde para que sejam vacinados. É uma vacina importante que previne cânceres e precisamos imunizar”.

Pessoas com HIV e câncer, informa Sândala, também devem procurar uma unidade de saúde para receberem a vacina.

A vacina é bem tolerada, não existe contraindicação, e só não deve tomar a adolescente que estiver gestante. Caso contrário todas as adolescentes e todos os adolescentes devem procurar a unidade de saúde para que sejam vacinadas e vacinados. “É uma população difícil de ser vacinada porque é sadia e não está no dia a dia da unidade de saúde, então vamos reunir os municípios, traçar estratégias de vacinação diferenciada. A escola é um local excelente para vacinar esse adolescente porque é lá que ele está. Muitos têm medo da furadinha, mas esse medo é o mínimo, o importante é estar imunizado para que, no futuro, esteja livre da doença que é o câncer”, conclui Sândala.

Transmissão

O vírus HPV é altamente contagioso e a sua transmissão se dá através do contato pele com pele, do contato íntimo sem camisinha e basta apenas um contato para ficar contaminado sendo que 98% das transmissões ocorrem através do contato sexual. Mas diferente das outras DST, não é preciso haver troca de fluídos para que a transmissão ocorra. Só o contato já ocasiona a transmissão do vírus.

O tempo de incubação do vírus varia de um mês a dois anos e, durante este período, apesar de não haver sintomas, a pessoa já pode contaminar outras. Já pode apresentar verrugas invisíveis a olho nu, mas que podem passar para o outro.

As mulheres infectadas também podem transmitir o vírus HPV para o bebê durante o parto normal.

Com informações da SES