Cinco municípios têm alto risco de infestação por Aedes

Da redação, AJN1
O Núcleo de Endemias da Secretaria de Estado da Saúde (SES) divulgou nesta terça-feira (25), mais um LIRAa (Levantamento Rápido do índice de Infestação por Aedes Aegypti), cujo objetivo é identificar, em tempo hábil, a população de vetor existente no estado. O resultado aponta que, dos 75 municípios, 73 fizeram o levantamento e 25 estão em baixo risco, 43 em médio e 5 em alto risco [Nossa Senhora das Dores, Nossa Senhora de Lourdes, Salgado, Simão Dias e Tomar do Geru]. No LIRAa realizado no último mês de junho, eram 59 municípios com alto risco.
Segundo a SES, o LIRAa é uma ferramenta extremamente importante para o estado e para o gestor municipal porque em cinco dias dá o diagnóstico identificando a área com maior risco, aquela que apresentou o maior número de vetores para que a gestão municipal possa atuar antes de virar um surto ou uma epidemia. O Ministério da Saúde (MS) estabelece que sejam realizados, no mínimo, quatro levantamentos por ano, mas em Sergipe são realizados seis, a cada dois meses.
“É importante que esses gestores, de agora em diante, acompanhem melhor esses indicadores, porque é o início do período crítico para a proliferação do vetor e, consequentemente, para o surgimento de casos das três arboviroses. A elevação da temperatura, com a chegada do verão, provoca um aumento na população do vetor. Quanto mais quente, dentro da temperatura que a biologia dele exige, maior o aumento da proliferação, ou seja, ele leva, em média, de seis a sete dias para chegar, da sua fase de ovo, até a sua fase adulta”, explica a gerente do Núcleo de Endemias da Vigilância Epidemiológica do Estado, Sidney Lourdes Cesar Souza Sá.
Doenças
O mosquito Aedes aegipty é transmissor da dengue, zika e chikungunya. O período do verão é o mais propício à proliferação do mosquito, por causa das chuvas, e consequentemente é a época de maior risco de infecção por essas doenças. Por isso, a população deve ficar atenta e redobrar os cuidados para eliminar possíveis criadouros do mosquito.
“A dengue é a que mais nos preocupa, porque tem alta taxa de mortalidade, a chikungunya traz um problema sério de doença crônica e que deixa muita gente debilitada e a zica vírus traz uma doença secundária que é a microcefalia. Então, é importante que os gestores estejam atentos a essa situação. Nós estamos em um estado pequeno, com apenas 75 municípios, o deslocamento da população sergipana é muito fácil aqui dentro do nosso estado, então a transmissão do vírus é muito rápida”, ressalta Sidney.
Sidney alerta que os municípios que não realizam o levantamento podem perder os recursos repassados pelo Ministério da Saúde. “O estado pactua com esses municípios, no início do ano, a realização desses LIRAas, então, quem não cumprir a meta que foi determinada no início do ano, corre o risco de perder o recurso que vem diretamente do Ministério da Saúde e nem passa pelo governo do estado, como já aconteceu em alguns municípios em anos anteriores. É importante que fiquem atentos a isso”, conclui a gerente.