Sindijor-SE diz que 23 jornalistas se contaminaram com a covid-19 durante cobertura de incêndio no Nestor Piva

Da redação, AJN1

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de Sergipe (Sindijor/SE) informou nesta quarta-feira (9), que 23 jornalistas se contaminaram com a covid-19 durante a cobertura do incêndio na Unidade de Pronto Atendimento Nestor Piva, em Aracaju, ocorrido no último dia 28 de maio.

Conforme levantamento do Sindicato, a infecção pelo coronavírus atingiu repórteres de rádio, televisão, jornal impresso e portais de notícias, além de repórteres cinematográficos, fotográficos, chefes de reportagem, editores, assessores de comunicação e imprensa, e até mesmo motoristas das equipes. O Sindicato acredita que esse quantitativo de contaminados seja maior.

O Sindijor e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) preservaram a identidade dos profissionais afastados, mas revelam que o registro infectuoso foi identificado em empresas de comunicação pública e particular com atuação, em especial, na capital sergipana.

Na avaliação do presidente do Sindijor, Milton Alves Júnior, a notificação desses casos chama a atenção para a inquestionável exposição e vulnerabilidade dos jornalistas, bem como a necessidade de imediata inclusão da classe trabalhadora no calendário de vacinação contra o coronavírus. Esses, segundo ele, fazem parte do dossiê criado pela entidade sindical desde o dia 14 de março de 2020, quando o Governo de Sergipe, através da Secretaria de Estado da Saúde (SES), registrou oficialmente o primeiro caso da doença.

“Desde o início deste ano temos chamado a atenção dos gestores estaduais e dos parlamentares sergipanos com atuação em Brasília para a inclusão dos Jornalistas no Plano Nacional de Imunização (PNI), e ao próprio plano estadual. Estamos, seja nas atividades externas ou nas redações e assessorias de imprensa, diariamente expostos ao risco da contaminação. Esse número referente ao trabalho desenvolvido no Nestor Piva mostra, na prática, o real nível de vulnerabilidade que enfrentamos”, avalia Milton Alves, ao frisar que, no decreto de número 10.288/2020, o Governo Federal definiu como essenciais às atividades e serviços relacionados à imprensa.

Atualmente, segundo o Sindicato, Sergipe possui mais de 2.000 jornalistas profissionais, sendo que desse total, pouco mais de 1.400, atuam diariamente na atividade fim. Fora da modalidade ‘home office’, menos de 350 seguem atuando em atividades externas. Desde o início da pandemia, 240 profissionais testaram positivo para a Covid-19 e cinco morreram. Mas esses números, notadamente, são defasados.