UFS admite crise financeira e prevê dificuldades para manter serviços essenciais

 

Da redação, AJN1

O reitor da Universidade Federal de Sergipe (UFS), Ângelo Antoniolli, admitiu ontem (1º), por meio de nota à imprensa, que o quadro de restrição orçamentária é fato e atinge a todas as instituições federais de Ensino Superior do país. Manifestação do reitor ocorre após boatos de que a instituição seria fechada.

Segundo o reitor, a dotação orçamentária liberada pelo MEC corresponde, até o momento, a 70% das despesas de custeio e aproximadamente 50% das despesas de capital. Caso não haja liberação integral de 100% do limite orçamentário relativo a custeio, haverá, inevitavelmente, sérios problemas de execução de despesas de energia, bolsas, pessoal terceirizado (limpeza, segurança, apoio operacional etc), prevê Ângelo.

“A informação repassada extra oficialmente pelo MEC é de um contingenciamento de 15% dos recursos de custeio e de 40% dos recursos de capital. Todas as instituições estão aguardando a definição oficial, sob pena de comprometimento de parte considerável das atividades de manutenção das Universidades Federais, a partir dos meses de setembro e outubro do corrente ano”, diz um trecho da nota.

O reitor destaca ainda que, até o momento, a UFS tem conseguido manter em dia o pagamento de serviços contratados, de modo que todos os serviços essenciais foram mantidos, a despeito da profunda crise econômica e financeira do país.