ARACAJU/SE, 5 de dezembro de 2025 , 15:22:30

Vigilantes terceirizados realizam manifestação em frente a Secretaria de Educação

 

Da redação, AJN1

Vigilantes de empresas terceirizadas que trabalham em unidades de ensino do Estado suspenderam as atividades e realizam nesta terça-feira (15), uma manifestação em frente a sede da Secretaria de Estado da Educação, no Distrito Industrial de Aracaju (DIA), em Aracaju. De acordo com o Sindicato dos Vigilantes do Estado de Sergipe (Sindivigilante), as empresas Multiseg, SVN e NC estão há cinco meses sem receber as faturas pelos serviços prestados e por conta disso os trabalhadores estão com os salários atrasados.

“Situação muito difícil. Desde o ano passado que se busca uma alternativa para o atraso de salário. Ontem, as empresas informaram ao sindicato que não irão seguir com os contratos, pois estão há cinco meses sem receber as faturas”, disse o diretor de Comunicação do Sindivigilante, Genilson Pereira. Ele acrescentou que só na Secretaria de Educação são mais de 300 profissionais que estão com os salários em atraso.

Para chamar a atenção e tentar sensibilizar o governo sobre a situação, os vigilantes bloquearam o acesso de veículos ao estacionamento da sede da Secretaria de Educação. “Estamos respeitando o direito de ir e vir. Os servidores estão tendo livre acesso a Secretaria”, ressaltou o representante do Sindicato.  Genilson Pereira ressaltou que o atraso no pagamento dos vigilantes terceirizados não é exclusividade para os que trabalham na Educação, situação similar acontece na Empresa de Desenvolvimento Agropecuário (Emdagro). “Amanhã realizaremos uma manifestação na Emdagro, que enfrenta o mesmo problema”, afirmou .

Vigilantes da empresa que presta serviço a Fundação Renascer também denunciam que estão sem receber salários e não há previsão para o pagamento. “Aqui na Fundação Renascer estamos entregues a própria sorte. A direção não dá nenhuma posição. Tem colega sem ter o que comer em casa. Isso é um descaso com o profissional”, lamentou um vigilante que preferiu não se identificar.

Outra preocupação do Sindicato é que as empresas já anunciaram que irão reduzir em 30% o número de vigilantes que prestam serviços em unidades da Secretaria de Educação, situação que irá resultar em demissões.

 

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