Vazão de Xingó chega a 4 mil m³/s e impacta na cheia do ‘Velho Chico’

Nesta segunda-feira, 24, a vazão da Hidrelétrica de Xingó, localizada entre os estados de Sergipe e Alagoas alcançou 4 mil m³/s e municípios sergipanos do Baixo São Francisco já começam a sentir os efeitos do aumento do volume de águas. O volume deste porte não era liberado há 12 anos pelos reservatórios da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf).
Segundo a Chesf, as cheias no rio São Francisco são decorrentes das fortes chuvas que têm ocorrido em Minas Gerais, onde o ‘Velho Chico1 nasce. Por enquanto não há uma previsão de que a vazão chegue a 6 mil m³/s.
No município de Telha, a Prainha José Antônio Dias, mais conhecida como “Prainha da Adutora” foi completamente inundada. A inundação começou na quinta-feira, mas na sexta a água invadiu os bares, causando transtornos.
O prefeito de Propriá, Valberto Oliveira disse que os gestores dos municípios do Baixo São Francisco devem mover uma ação coletiva contra a Chesf, por entender que a Companhia deveria ter adotado com antecedência as providências para evitar os transtornos aos ribeirinhos.
Na última sexta-feira, o Ministério Público Federal em Sergipe (MPF/SE) encaminhou ofício à Chesf requisitando esclarecimentos sobre quais são as medidas adotadas para minimizar os impactos que o aumento da vazão pode causar nas comunidades tradicionais quilombolas, indígenas e de pescadores.
A Chesf afirma que o aumento da vazão ocorre desde o último dia 12, quando a mesma alertou 33 municípios ribeirinhos do Submédio e do Baixo São Francisco sobre a maior liberação de água. A companhia ressalta que já vem divulgando às prefeituras e defesas civis municipais que a vazão aumenta em 500 m³/s a cada dois dias.
Cidades sergipanas que estão em alerta:
– Propriá
– Amparo do São Francisco
– Brejo Grande
– Canhoba
– Canindé do São Francisco
– Gararu
– Ilha das Flores
– Monte Alegre de Sergipe
– Nossa Senhora de Lourdes
– Nossa Senhora da Glória
– Neópolis
– Poço Redondo
– Porto da Folha
– Telha
