Novo documentário relata estupros, homicídios e raptos de recém-nascidos em rancho de Jeffrey Epstein

Um novo documentário exibido pela versão australiana do programa investigativo 60 Minutes lança luz sobre uma propriedade do financista Jeffrey Epstein que, até então, era cercada por teorias conspiratórias. A produção reúne entrevistas que trazem acusações de abusos sistemáticos, violência extrema e até a existência de uma suposta “fazenda humana”, onde Ghislaine Maxwell teria retirado recém-nascidos de suas mães.
Conhecida como “rancho Zorro”, a propriedade localizada no estado do Novo México teria sido palco de estupros coletivos. Segundo os relatos, o crimes teriam sido ignoradas pelo FBI, mesmo diante de denúncias que apontavam para a existência de corpos enterrados no local. Uma das vítimas, Chauntae Davies, afirma que o rancho foi o ambiente mais aterrorizante entre todos os lugares para onde foi levada.
O mais assustador era o Rancho Zorro. Fica no meio do nada, cercado por montanhas e quilômetros e quilômetros de terra. Passei muito tempo trancada no meu quarto, como um rato numa ratoeira, esperando alguém bater na porta e dizer: ‘Jeffrey está pronto para a massagem’”, relatou a mulher.
O termo “massagem”, destaca, seria apenas um eufemismo para abusos. Em seu relato, Davies afirma que se tratava de violência sexual direta e forçada.
Segundo o portal Monet, o documentário também apresenta acusações até então pouco conhecidas do público, como relatos de homens que teriam sido dopados antes de sofrer estupro. A informação foi mencionada pela congressista Melanie Stansbury, que descreve o testemunho de um homem levado ao rancho, onde teria presenciado e sofrido violência após ser drogado.
E-mail vazado
Outro ponto alarmante envolve um e-mail vazado de um suposto funcionário, no qual se afirma que duas mulheres teriam morrido na propriedade. A mensagem, que teria sido encaminhada ao FBI em 2019, relata que ambas teriam sido estranguladas durante práticas sexuais violentas e posteriormente enterradas na região.
Diante dessas denúncias, autoridades federais dos Estados Unidos teriam iniciado uma investigação mais aprofundada na área, que abrange cerca de 7.500 hectares, incluindo análises técnicas do terreno e de registros deixados no local.
A produção também aborda uma alegada obsessão de Epstein por um “conjunto genético ideal”. Segundo depoimentos, mulheres relatam terem acordado em ambientes escuros ao lado de médicos, sem saber o que havia sido feito com seus corpos. Há ainda acusações de que bebês teriam sido retirados de suas mães como parte de um suposto projeto de reprodução controlada, com relatos que incluem menções a manipulação genética e clonagens.
De acordo com o tabloide The Sun, as evidências levantam suspeitas de acobertamento em altos níveis, o que poderia explicar a demora de anos para uma investigação mais incisiva no local. O documentário surge no momento em que legisladores do Novo México iniciam uma apuração formal sobre o caso, em um processo que vem sendo chamado de “Comissão da Verdade”.
Fonte: Aventuras na História
