Panificação Garça vira patrimônio cultural e histórico de Aracaju

A tradicional Panificação Garça, fundada em 1927 e considerada a mais antiga de Sergipe, foi oficialmente reconhecida como Patrimônio Histórico, Cultural e Material de Aracaju. A sanção da lei ocorreu nesta quinta-feira (28), consolidando a homenagem a um dos estabelecimentos mais emblemáticos da capital.
O anúncio foi antecipado pela prefeita Emília Corrêa, que visitou o local na quarta-feira (27) para comunicar a aprovação do Projeto de Lei nº 264/2025, de autoria do vereador Miltinho Dantas, aprovado por unanimidade pela Câmara Municipal.
Localizada na rua Santa Rosa, no Centro de Aracaju, a panificação mantém suas atividades no mesmo endereço há quase um século. Ao longo das décadas, o espaço se tornou referência não apenas pela produção de pães, mas também por sua presença na memória afetiva da população.
Entre os produtos mais conhecidos está o “Pão Jacó”, nome que surgiu em homenagem a um antigo padeiro da casa. O tradicional pão francês ganhou o apelido do funcionário e se transformou em um dos símbolos do estabelecimento.
O reconhecimento representa um avanço na preservação da história e da identidade cultural da cidade, ao valorizar espaços que fazem parte do cotidiano dos aracajuanos. Durante a visita, a prefeita destacou o papel da panificação na construção da memória coletiva.
“Esse reconhecimento é uma forma de preservar não apenas o espaço físico, mas também a história, a tradição e a identidade cultural da nossa cidade”, afirmou Emília Corrêa.
Atual administrador do estabelecimento, o empresário Alexandre Azevedo ressaltou a importância do título para a continuidade do legado. Segundo ele, a panificação ultrapassa a função comercial e se consolidou como ponto de encontro de gerações. “Esse reconhecimento mostra que a nossa trajetória tem valor para a cidade e para as futuras gerações”, disse.
*Com informações AAN
