Economia

Já em vigor, Plano Brasil Soberano flexibiliza regras para socorrer indústrias afetadas por tarifas

11/06/2026 às 14:30

 

O governo federal colocou em vigor a reformulação das regras do Plano Brasil Soberano. A medida expande o alcance do programa de financiamento ao reduzir drasticamente o percentual mínimo de impacto no faturamento exigido das empresas para a concessão de crédito. O sarrafo para a comprovação de perdas despencou de 5% para apenas 1%, permitindo que um contingente muito maior de indústrias e fornecedores acesse o socorro financeiro.

A mudança estratégica atua como um escudo econômico para mitigar os prejuízos causados pelas recentes barreiras alfandegárias impostas pelos Estados Unidos e pelas instabilidades comerciais decorrentes dos conflitos geopolíticos no Oriente Médio. Com a nova diretriz, companhias que registraram oscilações negativas menores em suas receitas, mas que ainda assim foram prejudicadas pelo cenário internacional, deixam de ficar de fora do guarda-chuva de fomento do Estado.

Critérios para a liberação das linhas de crédito

A flexibilização das normas atende diretamente dois perfis específicos de tomadores dentro do programa. O primeiro grupo engloba os exportadores de bens industriais e seus respectivos fornecedores afetados pelo tarifaço norte-americano, cobrindo setores de peso como aço, cobre, alumínio, além das indústrias automotiva e moveleira. O outro grupo abrange as empresas com operações ativas no Oriente Médio que sofreram as consequências econômicas da crise na região.

Para se qualificar e receber o sinal verde do banco fomentador, as indústrias precisam atestar que a atividade de exportação correspondia a pelo menos 1% do seu faturamento bruto anual dentro do período de referência de cada categoria. Na apuração do grupo atingido pelas tarifas dos Estados Unidos, o cálculo toma como base o intervalo entre 1º de julho de 2024 e 30 de junho de 2025. Já para o bloco com negócios no Oriente Médio, o período de comparação reflete o ano cheio de 2025.

Preservação de setores estratégicos

A nova portaria governamental manteve intactas as diretrizes para o grupo de indústrias consideradas de relevância estrutural e estratégica para a soberania econômica do país. Esse segmento intocado reúne fábricas de produtos químicos, farmacêuticos, têxteis, de máquinas e equipamentos, eletrônicos e informática, além de empresas de borracha, plástico, equipamentos de transporte e exploração de minerais críticos. Para este público, o acesso depende da verificação automática do código de atividade econômica (CNAE) registrado no CNPJ.

A consulta de elegibilidade para os grupos que sofreram alteração nas regras está disponível na plataforma oficial Gov.br e exige a validação por certificado digital. O cardápio de linhas de financiamento do Plano Brasil Soberano foi desenhado para dar fôlego financeiro em diferentes frentes de negócio, disponibilizando recursos de longo prazo voltados para:

– Financiamento de capital de giro e custeio de produção focada em exportação.

– Compra de maquinários modernos e ampliação física da capacidade produtiva das plantas.

– Investimentos em inovação tecnológica e projetos de adaptação de processos industriais.

Fonte: E-commerce Brasil

Foto: Ricardo Nogueira/Folhapress

 

 

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