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Família real britânica enfrenta nova crise com revelações de irmão de Diana

18/09/2026 às 12:12

 

O rei Charles queria que todos os olhares estivessem voltados para a inteligência artificial, enquanto se preparava para sediar uma grande cúpula para discutir a controversa tecnologia.

Mas esses planos foram frustrados depois que um novo escândalo envolvendo a família real estampou as capas dos jornais poucas horas antes do início do encontro desta quinta-feira (17), ameaçando ofuscar a reunião sobre tecnologia e mergulhando a família em uma nova crise.

“Surto surpreendente de Charles dias após a morte de Diana”, dizia a manchete do Daily Mail, enquanto o Daily Telegraph estampava: “Palácio reage ao irmão de Diana”.

O Palácio de Buckingham divulgou uma rara resposta na quarta-feira (16), depois que Charles Spencer, irmão da falecida princesa Diana, afirmou que o então príncipe de Gales havia dito a ele, dias após a morte dela, que “logo vamos esquecê-la”, segundo um trecho publicado pelo Daily Mail de seu próximo livro.

Spencer afirma que Charles iniciou uma “onda de raiva” durante uma conversa telefônica após a morte de Diana, depois que Spencer argumentou que sua irmã não gostaria que William e Harry participassem do cortejo fúnebre.

Novas declarações publicadas nesta quinta-feira em outro trecho divulgado pelo Daily Mail afirmam que Charles “parecia eufórico — como um ganhador de loteria” ao falar com Spencer na noite da morte de Diana. A CNN não teve acesso ao livro de Spencer, “Swan Song: Diana, My Sister”, antes de sua publicação na próxima semana.

A princesa de Gales morreu em agosto de 1997, após sofrer ferimentos internos provocados por um acidente de carro em alta velocidade em Paris. Seus filhos, que tinham 15 e 12 anos na época, participaram do cortejo fúnebre dias depois ao lado de Charles, de quem Diana era divorciada.

As memórias de Spencer relembram um período particularmente delicado para a família real.

Conhecida como a “Princesa do Povo”, Diana era uma figura querida no Reino Unido e em todo o mundo. Sua morte prematura, aos 36 anos, chocou o país. A reação inicial da família real à morte foi criticada por ser excessivamente fechada, desencadeando uma crise constitucional e uma forte reação negativa da opinião pública.

Em resposta às memórias, o Palácio de Buckingham questionou o julgamento pessoal de Spencer após a morte de Diana — uma intervenção incomum, até mesmo nas palavras do próprio palácio, e que demonstra a dimensão da crise aos olhos da “firma”, como a família real é às vezes chamada.

“Embora não comentemos livros como questão de princípio, Sua Majestade está ciente de que a dor do luto entre irmãos pode obscurecer a razão, afetar o julgamento e influenciar a memória de maneiras que outras pessoas não reconhecem, mesmo muitos anos após uma perda tão grande”, afirmou um porta-voz do palácio.

Para alguns observadores da família real, a resposta da “firma” lembrou a repreensão feita pela falecida rainha Elizabeth II em 2021 a várias alegações feitas pelo duque e pela duquesa de Sussex, depois que o casal deixou o Reino Unido rumo à América do Norte após se afastar das funções reais.

“As lembranças podem variar”, disse a rainha na época.

Trechos do livro também detalham a percepção de Spencer sobre o relacionamento infeliz de sua irmã com Charles, incluindo a alegação de que ela encontrou uma pulseira que seu então noivo havia comprado para Camilla e, posteriormente, tentou romper o noivado. O livro também afirma que Charles a chamou de “gordinha” logo após o noivado, comentário que Diana, que sofria de um transtorno alimentar, considerou “devastador”. Muitas dessas histórias já foram relatadas anteriormente por diferentes biógrafos e veículos de comunicação. O palácio disse à CNN nesta quinta-feira que não tinha mais nada a acrescentar à declaração anterior.

Novas dores de cabeça

O ano começou de forma particularmente turbulenta para a família real britânica, incluindo a prisão do irmão do rei Charles, Andrew Mountbatten-Windsor, em seu aniversário de 66 anos, sob suspeita de má conduta no exercício de cargo público enquanto atuava como enviado comercial do Reino Unido.

Mountbatten-Windsor deixou o cargo em 2011, após sofrer fortes críticas por seus vínculos com Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais. Ele negou veementemente qualquer irregularidade em suas relações com Epstein e negou ter obtido ganhos pessoais com sua função de enviado comercial britânico, segundo relatos da imprensa britânica.

Após um verão mais tranquilo, a família esperava ter um fim de ano sem escândalos. Mas o próximo lançamento das memórias de Spencer, pouco depois do retorno surpresa do príncipe Harry e de Meghan ao país, traz novas dores de cabeça para a família.

Em meio à turbulência, membros seniores da família real cumpriram uma agenda movimentada nesta quinta-feira.

No mesmo dia, Harry fez sua primeira aparição pública desde que voltou ao Reino Unido com a família no mês passado, participando da primeira edição do Invictus Spirit Awards, uma cerimônia que homenageia militares, veteranos e integrantes de comunidades que foram feridos, ficaram doentes ou sofreram lesões, além de apoiadores do evento, em Londres. Celebridades como o comediante James Corden, a cantora Jess Glynne e Ross Kemp estiveram presentes.

Harry e Meghan não exercem funções como membros da família real desde o retorno, mas a aparição do príncipe indica que ele não pretende se afastar dos holofotes.

Charles divulgou uma carta no início deste mês esclarecendo que o casal deveria ser tratado como “cidadãos particulares”, uma decisão que teria “surpreendido” Harry e Meghan, segundo um porta-voz dos Sussex.

O casal e os filhos, o príncipe Archie, de 7 anos, e a princesa Lilibet, de 5, têm se mantido em grande parte longe dos holofotes desde o retorno.

Mas eles não ficaram imunes a todos os problemas. Entre eles, a mudança de escola dos filhos apenas alguns dias após o início do novo ano letivo, citando questões práticas de segurança.

A decisão ocorreu depois que a imprensa britânica informou que Meghan havia recebido uma nova avaliação de segurança pela primeira vez desde que deixou as funções reais — outro ponto de tensão entre o casal e o restante da família.

Enquanto isso, o príncipe William e sua mulher, Kate, príncipe e princesa de Gales, fizeram nesta quinta-feira sua primeira visita oficial à Ilha de Bute, na Escócia.

Fonte: CNN Brasil

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