Cidade Urbano

Governo prepara reforço no abastecimento em meio à estiagem

06/10/2026 às 09:00

 

O Governo de Sergipe poderá ampliar de 40 para 60 o número de caminhões-pipa usados no abastecimento emergencial de comunidades afetadas pela seca e estiagem. A medida está sendo preparada pela Defesa Civil estadual diante da possibilidade de prolongamento do período seco provocado pelos efeitos do El Niño.

Atualmente, 11 municípios estão em situação de emergência, concentrados no Alto Sertão, Agreste Central e Centro-Sul. Segundo a última Planilha de Situação de Emergência, 73.151 pessoas foram afetadas pela seca em Sergipe em 2026.

Entre os municípios estão Poço Redondo, Canindé de São Francisco, Porto da Folha, Monte Alegre de Sergipe, Nossa Senhora da Glória, Carira, Frei Paulo, Nossa Senhora Aparecida, São Miguel do Aleixo, Tobias Barreto e Poço Verde.

“O objetivo é mitigar os impactos da seca e da estiagem existentes em nosso estado”, explica o coordenador de Resposta e Gestão de Desastres da Defesa Civil estadual, sargento Robson Rabelo.

Além da Operação Carro-Pipa, o planejamento prevê o uso de adutoras e cisternas, atualização dos planos municipais de contingência e, se necessário, mobilização de recursos federais. A prioridade é ampliar a resposta antes que o abastecimento chegue a níveis críticos.

A Defesa Civil considera 50 litros de água por habitante/dia como referência. Entre 20 e 29,9 litros, a comunidade entra em situação de alto risco. Abaixo de 20 litros, o nível é considerado muito alto e exige intervenção emergencial.

“A Operação Carro-Pipa tem caráter complementar, já que a maior parte do abastecimento é realizada pelos próprios municípios. A atuação estadual entra justamente para reforçar a capacidade de resposta nos locais em que a oferta de água não é suficiente para atender à população”, detalha Rabelo.

No povoado Lagoa do Canto, em Poço Redondo, a chegada dos caminhões já mudou a rotina dos moradores. “Agora vou ter água pertinho de casa, e isso vai facilitar muito. Estou bastante feliz”, diz Eliene Marques da Silva.

Segundo Rabelo, o monitoramento das condições de cada região será determinante para definir quando será necessário ampliar as ações.

“Nesse processo, o monitoramento das condições de cada região é fundamental para definir quando uma situação que inicialmente exige apenas acompanhamento passa a demandar uma intervenção mais robusta”, completa.

*Com informações Secom

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