Sargento da PM é apontado como autor dos disparos durante ato político em frente à UFS

Um sargento da Polícia Militar de Sergipe foi identificado pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) como sendo o homem envolvido nos disparos de arma de fogo que provocaram correria durante uma manifestação política em frente à Universidade Federal de Sergipe (UFS), em São Cristóvão, na noite desta quinta-feira (8). O caso está sendo investigado pela Polícia Civil.
Segundo a SSP, o secretário João Eloy determinou que a Corregedoria da Polícia Militar adote imediatamente as medidas administrativas cabíveis. Ele teve a arma apreendida foi afastado das atividades de rua.
A perícia foi acionada para realizar exame residuográfico, que verifica a presença de resíduos de disparo de arma de fogo. Imagens de câmeras de segurança da região e vídeos que circulam nas redes sociais também estão sendo coletados e analisados para auxiliar nas investigações.
O episódio ocorreu no encerramento de um ato em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição. Segundo relatos de manifestantes, um homem chegou ao local em um veículo, sacou uma arma e efetuou disparos para o alto, provocando momentos de tensão e correria. De acordo com o Diretório Central dos Estudantes da UFS (DCE/UFS), ninguém foi atingido.
Em nota de repúdio, o DCE/UFS afirmou que os disparos foram uma forma de intimidação e defendeu o direito à livre manifestação política. “A liberdade de expressão é um direito constitucional e ninguém atingirá a ousadia da juventude em se posicionar. Felizmente, ninguém foi atingido”, declarou a entidade.
O caso ganhou repercussão nas redes sociais, onde estudantes e manifestantes compartilharam relatos e vídeos da correria após os disparos.
Em nota, a SSP afirmou que não compactua com condutas que contrariem a legalidade e os princípios que orientam a atuação das forças de segurança. A pasta também destacou a importância de garantir a realização pacífica do processo democrático, com respeito à liberdade de manifestação e à segurança dos cidadãos.
A investigação deverá esclarecer as circunstâncias dos disparos e apurar eventuais responsabilidades criminais, enquanto a Corregedoria da PM conduz os procedimentos administrativos relacionados à ocorrência.
