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MP-SE e UFS promovem ação de conscientização e diagnóstico da escoliose em shoppings de Aracaju

16/10/2026 às 15:08

 

O Ministério Público de Sergipe (MP-SE), por meio dos Centros de Apoio Operacional da Infância e Adolescência (CAOpIA) e da Saúde (CAOp Saúde), em parceria com a Universidade Federal de Sergipe (UFS), promoverá uma ação de conscientização sobre a saúde da coluna vertebral e prevenção da escoliose infantojuvenil nos Shoppings Jardins e Riomar. A iniciativa integra o projeto “Freando a Curva”, desenvolvido pelo Laboratório de Controle Motor e Equilíbrio Postural da UFS (LCMEP/UFS), e ocorre em alusão ao Dia Mundial da Coluna Vertebral.

A programação será aberta nesta sexta-feira (16), das 16h às 20h, no Shopping Jardins. No dia seguinte (17), as atividades continuam no Shopping Riomar, no espaço Jardineira (em frente ao Game Station), das 14h às 18h. Durante a ação, equipes do projeto distribuirão a “Cartilha Preventiva Projeto Freando a Curva” e prestarão orientações sobre hábitos posturais, uso correto de mochilas e os sinais clínicos do desvio na coluna em crianças e adolescentes.

A parceria do projeto “Freando a Curva” com o MP-SE foi lançada oficialmente na sede da instituição, em outubro de 2025, como fruto de um esforço conjunto para ampliar o alcance do diagnóstico precoce da escoliose infantojuvenil no Estado. A iniciativa tem como finalidade a identificação precoce da escoliose em crianças e adolescentes de 9 a 14 anos, encaminhando os casos diagnosticados para acompanhamento e reabilitação via Sistema Único de Saúde (SUS). A atuação precoce evita o avanço da curvatura patológica e reduz a necessidade de intervenções cirúrgicas ou uso prolongado de coletes ortopédicos.

A estimativa aponta que cerca de 2,6% da população mundial apresenta desvios posturais. Em Sergipe, levantamentos preliminares indicam mais de 7,3 mil crianças subnotificadas com alterações na coluna vertebral. A meta do projeto é ampliar os atendimentos para alcançar 10 mil crianças e adolescentes no Estado a médio prazo.

Estudos e atendimentos especializados demonstram que grande parte das deformidades possui causa idiopática ou relação com hábitos inadequados no cotidiano. A identificação de alterações visuais — como desigualdade na altura dos ombros ou quadris — permite o encaminhamento tempestivo para avaliação médica e fisioterapêutica.

Fonte: MP-SE

 

 

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