Saúde

Farmácia Popular atende mais de 208 mil pessoas em Sergipe até setembro de 2026

24/10/2026 às 09:20

 

Mais de 208 mil pessoas foram atendidas pelo Programa Farmácia Popular em Sergipe entre janeiro e setembro de 2026. A iniciativa está presente em 58 municípios do estado e oferece medicamentos e insumos gratuitos para o tratamento de diferentes condições de saúde. Em 2025, o programa beneficiou 242.265 sergipanos.

No Brasil, o número de pessoas atendidas chegou a 25,3 milhões nos nove primeiros meses de 2026. No ano passado, foram 27,3 milhões de beneficiados em todo o país. Atualmente, o programa alcança 5 mil municípios brasileiros, onde vivem 97,1% da população.

Medicamentos gratuitos

O Farmácia Popular disponibiliza 41 produtos totalmente gratuitos, incluindo medicamentos para hipertensão, diabetes, asma, doença de Parkinson e glaucoma, além de fraldas geriátricas e absorventes higiênicos.

A gratuidade também contribui para reduzir os gastos das famílias com saúde. Segundo a estimativa apresentada pelo programa, uma família de quatro pessoas que utilize os medicamentos e insumos disponíveis pode economizar cerca de R$ 8,8 mil por ano. O cálculo considera as condições de saúde com maior demanda por produtos.

Atendimento a idosos

Entre janeiro e setembro de 2026, o programa registrou 18,4 milhões de usuários com mais de 60 anos em todo o país. Pessoas com Parkinson, doença que atinge cerca de 1,5% da população idosa, podem retirar os medicamentos gratuitamente, com economia de até R$ 1,5 mil por ano.

A oferta de fraldas geriátricas também representa redução de despesas para esse público, com economia estimada em até R$ 3.240 anuais.

Modernização do programa

Em agosto de 2026, o Ministério da Saúde publicou uma nova regulamentação do Farmácia Popular, com medidas voltadas à modernização tecnológica, à ampliação do acesso e ao reforço da fiscalização.

Por meio da iniciativa Farmácia 4.0, um grupo de trabalho avalia a possibilidade de ampliar os serviços oferecidos, incluindo a realização de exames e o uso de biometria para substituir a apresentação de documentos físicos na retirada de medicamentos. Também está em análise a ampliação da rede de estabelecimentos participantes em regiões com vazios assistenciais.

O grupo ainda estuda medidas para aumentar a transparência e a segurança do programa. Entre as propostas estão a integração de bases de dados governamentais, o monitoramento automatizado da entrega de medicamentos e insumos, a análise de risco dos estabelecimentos e a emissão de alertas para identificar transações atípicas.

*Com informações Ministério da Saúde

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