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Rebeca Andrade é tricampeã do salto e conquista 10ª medalha em Mundiais de ginástica

24/10/2026 às 11:01

 

Rebeca Andrade voltou ao topo do pódio do Mundial de ginástica artística. Sob o olhar de Simone Biles em Roterdã, a campeã olímpica brilhou na final do salto com dois voos quase perfeitos para conquistar o tricampeonato mundial do aparelho. Neste sábado (24), a ginasta de 27 anos se vestiu de azul, sua cor da sorte, para recolocar o Brasil no pódio de um Mundial depois da ausência em 2025. Rebeca conquistou sua décima medalha na competição para somar às seis condecorações olímpicas e se consolidar no hall de lendas da ginástica, entrando no top-10 do quadro de medalhas em provas individuais na história.

Recordes de uma lenda

Rebeca se tornou a segunda tricampeã mundial do salto da história. Apenas a chinesa Cheng Fei havia alcançado esse feito, algo que nem Simone Biles conseguiu, bicampeã mundial do salto.

A ginasta de 27 anos também se tornou a primeira brasileira tricampeã mundial – apenas Diego Hypolito no solo e a própria Rebeca no salto tinham dois títulos de uma mesma prova.

Dona de seis medalhas olímpicas (duas de ouro), Rebeca chegou a dez em Mundiais, sendo quatro de ouro – além dos três títulos do salto, foi campeã do individual geral em 2022. Contando apenas provas individuais, a brasileira entrou para o top-10 da história no quadro de medalhas, empatada com a soviética Yelena Shushunova na nona posição. Rebeca tem um lugar no hall de lendas da ginástica artística.

A perfeição que leva ao ouro

Voltando de um ano sabático para recuperar corpo e mente do desgaste para faturar quatro medalhas nas Olimpíadas de Paris, Rebeca planeja uma evolução gradual até Los Angeles 2028. Nesse retorno, ela ainda não apresentou o seu principal salto, o Cheng, mas apostou na precisão digna de uma campeã olímpica. Com um Yurchenko com dupla pirueta e um Lopez com execução sempre acima de 9,300 pontos, ela nem precisou pular etapas e antecipar o Cheng.

Com média de 14,466 pontos, Rebeca superou a americana Claire Pease, que apresentou o Cheng mas só conseguiu 14,233. Campeã do individual geral em Roterdã, a americana Skye Blakely completou o pódio, com os mesmos saltos de Rebeca e 14,166 de média. Bronze nas Olimpíadas de Tóquio e maior concorrente da brasileira na Holanda, a sul-coreana Yeo Seojeong sofreu uma queda e acabou na sétima posição.

Sob o olhar de Simone Biles

Ginasta mais condecorada da história com 30 medalhas em Mundiais e 11 em Olimpíadas, Simone Biles foi convidada de honra do Mundial de Roterdã. A americana de 29 anos não compete desde os Jogos de Paris. Ela não confirmou seu retorno à ginástica, mas também não descartou competir em Los Angeles 2028. Os Estados Unidos garantiram a classificação da equipe feminina com a prata na Holanda. Neste sábado, Simone viu de camarote Rebeca Andrade alcançar um feito que ela não tem: tricampeã mundial.

A final

Bronze nas Olimpíadas de Tóquio e maior concorrente de Rebeca, Yeo Seojeong abriu a disputa com um ótimo primeiro voo para 14,600 (5,4 de dificuldade), a maior nota em um único salto neste Mundial. Só que a sul-coreana não conseguiu altura no Yurchenko com dupla pirueta (DTY) e sofreu a queda, derrubando a média para 13,716.

Atual vice-campeã pan-americana do salto, a canadense Lia-Monica Fontaine acertou o DTY e o Lopez, só teve saltos grandes nas chegadas e ficou com média 14,083. Campeã do individual geral no Mundial de Roterdã, a americana Skye Blakely fez os mesmos saltos que Lia-Monica com execução ligeiramente melhor: média 14,166. A britânica Abigail Martin também apresentou a dobradinha DTY e Lopez, com mais falhas de execução: média 13,716. A canadense Ellie Black apresentou saltos muito bem executados, mas com menor dificuldade e conseguiu média de 13,966.

Chegada a vez da campeã olímpica, Rebeca foi perfeita no DTY repetindo os 14,400 da classificatória e da final por equipes, só teve um pequeno passo na chegada. A brasileira também fez um Lopez muito bem executado, apenas com um pequeno passo na aterrissagem para 14,133. Com os 0,2 de bonificação, ela ficou com média 14,466 para assumir a liderança e já garantir o pódio.

A americana Claire Pease ainda era uma ameaça ao ouro de Rebeca, já que vinha apresentando um Cheng, salto de maior grau de dificuldade. Ela melhorou sua execução em relação à classificatória e às finais por equipes e do individual geral para conseguir 14,366. Só que Claire aterrissou fora da área no segundo voo, ficando com média 14,233.

A mexicana Victoria Mata fechou a disputa com um primeiro salto muito forte para 14,366. Só que o segundo voo da ginasta não tinha dificuldade para colocá-la na briga pelo pódio, fazendo a média cair para 13,933.

Fonte: GE

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