Saúde

HU-UFS já realizou mais de 150 implantes cocleares em Sergipe desde 2016

27/10/2026 às 09:48

 

Mais de 150 pacientes com perda auditiva severa ou profunda passaram por cirurgia de implante coclear no Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe (HU-UFS) desde 2016. Referência no procedimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a unidade alcançou, em 2025, o segundo maior índice de implantes por milhão de habitantes do país, com 14,15, atrás apenas do Paraná, que registrou 18,07. A média nacional foi de 6,3.

O implante coclear é uma tecnologia indicada para pessoas que não obtêm benefícios suficientes com aparelhos auditivos convencionais. O dispositivo permite o acesso aos sons e pode favorecer a comunicação, a autonomia e a inclusão social.

Segundo o otorrinolaringologista Ronaldo Carvalho, chefe do Serviço de Implante Coclear do HU-UFS, os resultados vão além da recuperação da percepção sonora, com impactos na vida familiar, nos estudos e no trabalho.

“Ao longo desse período, consolidamos uma equipe multiprofissional cada vez mais capacitada, aprimoramos os protocolos de avaliação, indicação, cirurgia e acompanhamento pós-operatório e ampliamos a integração entre as diferentes áreas envolvidas no atendimento. Esse processo permitiu oferecer um cuidado mais seguro, individualizado e completo aos pacientes, desde a seleção dos candidatos até a reabilitação auditiva e o acompanhamento do desenvolvimento da linguagem”, relata.

Comunicação e autonomia

O procedimento pode transformar a vida de pessoas com surdez profunda ao ampliar o acesso aos sons e facilitar a comunicação. Os benefícios podem incluir o desenvolvimento da linguagem, a interação familiar e a participação nas atividades escolares, profissionais e sociais.

“É possível favorecer o desenvolvimento da linguagem, a interação com a família, o desempenho escolar e profissional e a participação plena na sociedade. Mais do que proporcionar audição, o implante coclear amplia a autonomia, a segurança e as oportunidades de inclusão, permitindo que muitas pessoas se comuniquem, estudem, trabalhem e vivenciem o mundo sonoro com muito mais independência”, afirma Carvalho.

O médico destaca que os resultados dependem de um atendimento que inclua todas as etapas, desde a avaliação inicial até a reabilitação fonoaudiológica e o acompanhamento após a cirurgia. A participação da família também é importante para o desenvolvimento das habilidades auditivas e da linguagem.

Entre os desafios do serviço estão a ampliação do acesso ao procedimento, a redução do tempo de espera e o fortalecimento da reabilitação. O especialista também ressalta a necessidade de acompanhar os avanços tecnológicos e investir na capacitação contínua dos profissionais.

Como ter acesso ao serviço

O acesso ao implante coclear pelo SUS começa, geralmente, com encaminhamento da unidade básica de saúde, de um otorrinolaringologista ou de outro serviço especializado.

No HU-UFS, o paciente passa por avaliação multiprofissional, que pode incluir exames auditivos, avaliação médica e, conforme a necessidade, exames de imagem e avaliações psicológica e social. A equipe considera fatores como o grau da perda auditiva, o histórico clínico, os resultados obtidos com aparelhos auditivos e as expectativas do paciente e de seus familiares.

Após a análise, os profissionais verificam se há indicação para o procedimento e orientam sobre as etapas seguintes, que incluem a cirurgia, a ativação do dispositivo e a reabilitação auditiva.

O HU-UFS integra a Rede HU Brasil desde 2013. Criada por meio da Lei nº 12.550/2011 e vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a estatal nasceu tendo como nome oficial Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). É responsável pela administração de 47 hospitais universitários federais em 25 unidades da federação.

*Com informações Comunicação HU-UFS

← AnteriorCalor intenso aumenta risco de desidratação e insolação…Próximo →Dengue: 3 milhões de adolescentes estão com vacinação…