da incubadora de empreendimentos da Ford, junto com a captura de tela do recibo que mostrava o valor pago de aproximadamente US$ 250 pelo trajeto para o aeroporto.
“O Airbnb também está custando os olhos da cara”, reclamou outro usuário do Twitter. “Ninguém vai continuar pagando US$ 500 para ficar em um apartamento por dois dias quando se pode pagar US$ 300 por uma estadia em um hotel com piscina, serviço de quarto, café da manhã incluso e serviço de limpeza diariamente. Acordem! hahahah.”
Algumas dessas empresas vêm apertando os cintos há anos. Mas a pandemia parece ter esvaziado o que ainda havia de “caixinha”. A média de custo de uma corrida de Uber e Lyft é 40% maior do que há um ano, de acordo com a Rakuten Intelligence, e os aplicativos de entrega de comida como o DoorDash e o Grubhub têm aumentado constantemente suas taxas de entrega no último ano. O valor médio de um dia de aluguel pelo Airbnb aumentou 35% no primeiro trimestre de 2021, em comparação com o mesmo período no ano anterior, segundo os registros financeiros da empresa.
Parte do que está acontecendo é que, conforme a demanda por esses serviços aumenta, as empresas que outrora tinham que competir com eles por clientes agora estão lidando com a superabundância deles. Uber e Lyft têm tido dificuldades com a escassez de motoristas, as taxas do Airbnb refletem a demanda crescente por lugares para veranear e a pequena oferta de anúncios desse tipo no site.
No passado, empresas talvez tivessem oferecido promoções ou incentivos para evitar que os clientes ficassem chocados e consternados e isso os levasse a escolher outros serviços. Mas agora elas estão transferindo subsídios para o lado do provedor – a Uber, por exemplo, recentemente criou um fundo de “incentivo ao motorista” de US$ 250 milhões – ou acabando com eles por completo.
Confesso que participei alegremente dessa economia subsidiada durante anos. (Minha colega Kara Swisher chamou isso de forma memorável de “vida assistida para millennials”.) Mandei entregar minha roupa lavada pela Washio, minha casa foi limpa pela Homejoy e meu carro estacionado pelo manobrista da Luxe – todas eram startups que prometiam serviços sob demanda baratos e revolucionários, mas fecharam depois de não obter lucro. Até comprei um carro usado por meio de uma startup de capital de risco chamada Beepi, que oferecia serviço de entrega premium e preços misteriosamente baixos, e que me entregou o carro envolto em um laço gigante, como se vê nos comerciais de TV. (Como era de se esperar, a Beepi fechou em 2017, depois de gastar US$ 150 milhões de capital de risco.)
Esses subsídios nem sempre têm um final triste para os investidores. Algumas empresas apoiadas por capital de risco, como o Uber e a DoorDash, foram capazes de aguentar até conseguirem seus IPOs, cumprindo a promessa de que os investidores em algum momento veriam um retorno sobre seu dinheiro. Outras empresas foram adquiridas ou conseguiram aumentar seus preços de forma satisfatória sem assustar os clientes.
O Uber, que arrecadou cerca de US$ 20 bilhões em capital de risco antes de abrir o capital, talvez seja o exemplo mais conhecido de serviço subsidiado por investidores. Durante um período de 2015, a empresa estava gastando US$ 1 milhão por semana com incentivos para motoristas e passageiros apenas em São Francisco, de acordo com uma reportagem do BuzzFeed News.

