Economia

Adesão ao programa Desenrola 2.0 é prorrogada até 31 de agosto

29/07/2026 às 10:17

 

O governo federal vai prorrogar até 31 de agosto o prazo de adesão ao programa Desenrola 2.0, segundo anunciou nesta terça-feira (28) o ministro da Fazenda, Dario Durigan. A extensão coincide com o término da medida provisória (MP) que instituiu o programa e deve ser formalizada em ato a ser publicado até sexta-feira (31).

De acordo com o Ministério da Fazenda, o Desenrola 2.0 já renegociou mais de R$ 22 bilhões em dívidas, com cerca de 3,6 milhões de acordos firmados até o fim de junho. Com isso, o estoque de débitos foi reduzido para aproximadamente R$ 4 bilhões.

A ampliação do prazo, segundo o ministro, tem como objetivo permitir que mais brasileiros regularizem pendências financeiras, inclusive aqueles que pretendem acessar crédito para aquisição de veículos. “Esse prazo adicional vai ser importante, inclusive, para que as pessoas que hoje estão tendo de acessar os programas de moto, carro, para trocar a sua moto, o seu carro, possam resolver eventuais pendências previamente, que é usar o desenrola, para depois se enquadrar nas condições para as operações de carro e moto e também poderem fazer jus a essas obrigações”, afirmou.

Ainda segundo Durigan, a prorrogação não exigirá novos aportes do Fundo de Garantia de Operações (FGO) e não terá impacto fiscal adicional para o governo. Até o momento, mais de 9 milhões de famílias já aderiram ao programa, e a expectativa é que esse número chegue a 10 milhões com a extensão do prazo. Desse total, mais de 1,6 milhão de pessoas optaram pelo pagamento parcelado das dívidas.

Criado em maio, o Desenrola 2.0 é voltado a brasileiros com renda de até cinco salários mínimos (R$ 8.105) e permite a renegociação de débitos com descontos e substituição por crédito mais barato. Podem ser incluídas dívidas contraídas até 31 de janeiro de 2026, com atraso entre 90 dias e dois anos, como cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal (CDC).

O programa estabelece juros de até 1,99% ao mês e descontos que variam de 30% a 90% sobre o valor principal da dívida, a depender da linha de crédito e do prazo. Também está prevista a disponibilização de uma calculadora para que os trabalhadores simulem os abatimentos.

Outra possibilidade é o uso de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitação dos débitos, limitado a até 20% do saldo disponível ou R$ 1 mil — o que for maior.

Para viabilizar as operações, o governo utiliza um fundo com recursos públicos para garantir as transações junto às instituições financeiras. Ao todo, foram transferidos R$ 5,7 bilhões até o fim de maio, operação que está sob investigação do Tribunal de Contas da União (TCU).

*Com informações G1

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