Amazônia registra menor índice de alertas de desmatamento em uma década

Os alertas de desmatamento na Amazônia chegaram ao menor patamar da década. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) mostram que, entre agosto de 2025 e julho de 2026 a floresta perdeu 2.874 km² de vegetação nativa, a menor área desde o início dos registros em 2016. A queda foi de 36%.
Os dados são do Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter). Em novembro devem sair os números do desmatamento do Prodes para Amazônia e Cerrado, que são os dados oficiais do Brasil e existem desde 1988. A variação entre Deter e Prodes costuma ser de 1,5%. O Deter emite alertas de desmatamento e o Prodes refina os dados e os confirma.
A taxa foi celebrada pelo governo. É um recorde ainda mais expressivo em anos eleitorais, que costumam ter tendência crescente de desmatamento na Amazônia.
Também é uma resposta ao governo de Donald Trump que em julho impôs tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros usando o desmatamento do país como um dos argumentos centrais de que padrões ambientais mais baixos seriam uma vantagem comercial injusta aos agricultores brasileiros.
No Cerrado, a área de alerta de desmatamento foi de 5.119 km² no período entre agosto de 2025 a julho de 2026, a mais baixa dos últimos dois anos. O número representa queda de 7,8% pelo segundo ano seguido.
O INPE, que celebra 65 anos, também divulgou dados do Prodes, de agosto de 2024 a julho de 2025, para outros biomas: Caatinga, Mata Atlântica e Pampa.
No consolidado do Prodes 2025-2024, houve uma queda de 20,1% de desmatamento em todos os biomas – não há dados sobre o Pantanal. “É um resultado fantástico, o menor índice de desmatamento em todos os biomas”, celebrou Joáo Paulo Capobianco, ministro do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas.
Fonte: Globo Rural
