Arquivo Público de Sergipe celebra 103 anos de existência e lança livro da instituição

O Arquivo Público do Estado de Sergipe (Apes) comemora, neste dia 15 de outubro — data que também celebra o Dia do Professor —, 103 anos de existência. Para celebrar esse marco, a instituição recebeu autoridades, professores e gestores da educação pública em uma solenidade realizada no auditório do Apes. Fundado em 15 de outubro de 1923, a partir da promulgação da Lei nº 845, o Apes, gerenciado pelo Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado da Educação (Seed), atua como espaço de preservação da história da sociedade sergipana, oferecendo serviços fundamentais para a manutenção e o fortalecimento da cidadania.
A secretária de Estado da Educação, Gilvânia Guimarães, esteve presente à solenidade e parabenizou o Apes pelos seus 103 anos como instituição guardiã da história, para além de ser só um espaço arquivista para ser uma hemeroteca, um local de pesquisa e de visitação pública. “Além do acervo, o Arquivo Público tem uma coleção de jornais, de revistas de documentos históricos que podem ser acessados. Tem documentos conservados por séculos que contam a nossa história”, definiu.
No Arquivo Público, estão armazenados documentos importantes que resguardam a Sergipanidade, desde aqueles que marcam a Emancipação Política de Sergipe até os doados por pesquisadores renomados, como Beatriz Góes Dantas e Gumercindo Bessa. Entre as funções do Apes, além da gestão dos documentos do Governo do Estado, está a disponibilização de informações sobre os atos da administração pública. A instituição também é fundamental para a elaboração de monografias de conclusão de cursos de graduação, dissertações de mestrado, teses de doutorado e outras pesquisas desenvolvidas dentro ou fora do estado, inclusive no exterior.
“Hoje é um dia de festa. Como é o Dia do Professor, temos uma coincidência feliz, afinal, o Apes também é uma casa de formação. Essa data é muito adequada para o Arquivo. Estamos no meio da Sergipanidade, por isso esperamos que hoje possamos celebrar as coisas de Sergipe e transformá-las em memórias. Estamos aqui celebrando o aniversário do Apes, rememorando os 90 anos do prédio do Palácio Carvalho Neto, realizando o lançamento do nosso livro, um marco para a instituição, e homenageando a professora Verônica”, disse a diretora do Apes, Sayonara Rodrigues Santana.
A diretora destacou, ainda, que todos esses marcos convidam a celebrar, mas também a refletir sobre a importância da memória, da história e da preservação do patrimônio documental sergipano. “Essa celebração é uma oportunidade para refletirmos sobre o papel do Arquivo Público e sobre toda a história construída por essa instituição”, afirmou, Sayonara Santana.
Em depoimento, a professora e historiadora Terezinha Maria destacou a importância da solenidade. “Estamos comemorando 103 anos dessa instituição de preservação da memória de Sergipe. Isso não é pouca coisa, em se tratando de uma instituição que teve uma história um tanto quanto acidentada no passado, mas que hoje está pujante e presta um serviço enorme à comunidade. É daqui, muitas vezes, que se gestam os livros de história de Sergipe. Comemorar esse aniversário é um reconhecimento da sociedade à importância do Arquivo. Por outro lado, estamos comemorando também, neste dia, o Dia do Professor, com uma homenagem à professora Verônica Nunes”, afirmou.
Perpetuando a memória
Além das homenagens, o evento também marcou o lançamento de um livro sobre o Arquivo Público do Estado de Sergipe. De acordo com o professor, pesquisador e um dos autores do livro, Claudefranklin Monteiro, a obra servirá como material de consulta e fonte bibliográfica para outros trabalhos sobre a instituição. “O livro foi pensado exatamente para fazer o registro da memória histórica desse lugar, que é um dos guardiões da memória sergipana e um espaço importante para nós, pesquisadores”, destacou.
O professor disse que o texto escrito por ele traz um apanhado histórico de tudo aquilo que foi noticiado na imprensa sergipana durante os primeiros anos de funcionamento do Apes, processo que contou, inclusive, com o empenho da professora Beatriz Góes Dantas, que atuou pessoalmente na salvaguarda desse patrimônio. “Como autor e pesquisador, sinto-me lisonjeado com essa oportunidade e penso que o livro servirá como material de consulta e fonte bibliográfica para outros trabalhos sobre essa instituição”, declarou.
Foto: Maria Odilia
