Auditores ficais do Estado paralisam atividades por 48h

Da redação, AJN1
Os auditores fiscais tributários decidiram paralisar por 48h as atividades na Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz/SE). A categoria, que realizou na manhã desta quarta-feira (6) atos em frente às sedes da Sefaz e do Palácio dos Despachos, cobra do governo Belivaldo Chagas a “carreira única” com o objetivo de reestruturar as duas já existentes no Fisco Estadual, além de solicitar melhorias para a pasta, a exemplo da organização estrutural para combater a sonegação fiscal e, assim, arrecadar recursos para diminuir a pobreza e melhorar os serviços públicos.
“O governo Belivaldo descumpriu a promessa da carreira única, feita em dezembro de 2021 à diretoria do Sindicato do Fisco de Sergipe (Sindifisco/SE). A nossa categoria priorizou essa pauta em detrimento de ganho salarial e está sendo enganada. Outras categorias do serviço público estadual tiveram avanços, que amenizaram as perdas salariais depois de 10 anos de congelamento salarial e o governo concedeu dinheiro extra a outros poderes. Já o Fisco que trabalha para arrecadar recursos para todos foi escanteado na sua pauta principal a qual não tem repercussão salarial”, afirma José Antônio.
Para o dirigente sindical, o “descaso” do governo com o Fisco e os AFTs é algo sem precedentes. “É visível o sucateamento da estrutura física, equipamento obsoletos e quebrados, tem auditor comprando periféricos e computador para trabalhar, desmotivação geral. A Secretaria da Fazenda virou um balcão de negócios de renúncias fiscais em prejuízo da população sergipana. O combate à sonegação foi secundarizado. Os interesses individuais dos carreiristas e de grupos são os que dirigem a atual administração da Sefaz, fica a impressão de que o secretário da Fazenda tem a missão de cancelar o Fisco”.
José Antônio aponta despreparo técnico do secretário da Fazenda, Marco Queiroz, para exercício da pasta. “O descompromisso e a inexperiência em Administração Tributária do secretário da Fazenda e de seus assessores ao lado dos interesses individuais e de grupos têm consequências negativas para arrecadação estadual. Enquanto, a receita própria do Estado de Alagoas cresceu em 27%, no período 2019/2021, Sergipe cresceu apenas 18%. A nossa proposta de reestruturação das carreiras do Fisco vai nessa linha, visa a melhoria no funcionamento da Sefaz para suprir as perdas de receitas com a diminuição de alíquota, mas o governo prefere manter a arrecadação fácil desses itens. Esse descaso com a administração tributária, explica em parte porque Sergipe foi o Estado que mais cresceu o número de pobres em 2021, tem quase metade da população em situação de pobreza e é o quinto Estado brasileiro em desemprego”, afirma José Antônio.
Ainda segundo o dirigente sindical, “o propalado equilíbrio fiscal do Estado de Sergipe se deu às custas das velhinhas aposentadas e pensionistas com cobrança de 14%, com o arrocho salarial de 10 anos dos servidores públicos, com o aumento da miséria dos sergipanos e com os repasses do governo federal”, afirmou.
O portal AJN1 aguarda um posicionamento do governo. Assim que a nota for repassada, o texto será acrescido.
