ARACAJU/SE, 2 de fevereiro de 2026 , 12:19:07

IA lista profissões com menor futuro no mercado de trabalho em 2026

 

Escolher uma carreira hoje não depende apenas da vocação. Em um contexto marcado pela aceleração tecnológica provocada pela inteligência artificial (IA), cada vez mais pessoas analisam por meio dessa tec as perspectivas profissionais antes de decidir o que estudar. Nesse cenário, um relatório elaborado a partir de modelos de IA projetou quais serão as carreiras que podem enfrentar maiores dificuldades para se inserir no mercado de trabalho a partir de 2026.

O estudo, baseado no cruzamento de dados sobre emprego, evolução tecnológica e demanda por habilidades, alertou que várias profissões tradicionais apresentam sinais de estagnação ou retrocesso. O principal motivo é que muitas delas se apoiam em tarefas repetitivas, processos manuais ou modelos de trabalho que não conseguiram se adaptar ao ritmo da digitalização.

Segundo a análise, os perfis mais comprometidos serão aqueles que não incorporarem ferramentas tecnológicas, novas competências ou áreas de especialização. A inteligência artificial identificou uma queda contínua na demanda por determinados cargos, especialmente em setores com alto nível de automação ou com grande excesso de profissionais.

Entre as carreiras com menor saída no curto prazo, destacam-se as áreas administrativas tradicionais que não incluem formação digital nem domínio de sistemas de gestão. Também aparece o jornalismo impresso clássico, sobretudo quando não agrega habilidades multimídia, produção audiovisual ou domínio de plataformas digitais. Em um cenário em que o consumo de informação migrou para as redes sociais e formatos digitais, a falta de adaptação se torna um obstáculo.

Outro caso apontado é o das carreiras contábeis básicas, já que muitas de suas tarefas rotineiras estão sendo absorvidas por diferentes softwares de automação, sistemas inteligentes e plataformas de gestão financeira. Algo semelhante ocorre com o design gráfico que não incorpora novas tecnologias, como animação, design UX/UI ou ferramentas baseadas em inteligência artificial.

A advocacia generalista também aparece entre as áreas com maiores desafios. A saturação do mercado e a crescente demanda por especialistas em nichos específicos — como direito digital, proteção de dados ou compliance — reduzem as oportunidades para profissionais sem diferenciação. Na área educacional, a docência que não integra novas tecnologias, metodologias digitais ou formação em ambientes virtuais enfrenta um cenário cada vez mais competitivo.

Não elimina, mas transforma

O relatório ressaltou que a automação e a inteligência artificial não eliminam profissões de forma imediata, mas transformam profundamente a maneira de trabalhar. Muitas tarefas que antes exigiam intervenção humana hoje podem ser realizadas de forma mais rápida e eficiente por meio de softwares, o que obriga à redefinição dos papéis profissionais.

O alerta não tem como objetivo desestimular o estudo dessas carreiras, mas destacar a necessidade de reinvenção. A formação contínua, a especialização e a integração com a tecnologia surgem como fatores decisivos para manter a empregabilidade nos próximos anos.

Segundo a conclusão da análise, a mensagem é clara: no mercado de trabalho que está por vir, adaptar-se já não é uma vantagem, mas uma condição indispensável para continuar relevante. Por isso, ser inteligente no mundo profissional atual não significa apenas acumular diplomas ou conhecimentos, mas desenvolver a capacidade de se adaptar a contextos que mudam constantemente. Em um cenário marcado pela tecnologia e pela automação, adaptar-se implica se atualizar, se reinventar e se permitir sair da zona de conforto.

Fonte: O Globo

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