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Colômbia endurece regras para atuação das forças de segurança durante manifestações

15/10/2026 às 17:05

 

O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, assinou um decreto que estabelece novas regras para a atuação das forças de segurança durante manifestações no país.

Oficializada na terça-feira (13), a medida passou a ser aplicada desde quarta-feira (14), quando opositores, sindicatos, estudantes e outros grupos realizam protestos contra o governo em diferentes cidades colombianas.

O Decreto 1.525 de 2026 modifica uma norma de 2021 que regulamentava a atuação das autoridades em marchas e concentrações públicas. Entre as mudanças, estão a ampliação da lista de condutas consideradas violentas e a possibilidade de intervenção policial sem que todas as etapas de diálogo tenham sido esgotadas previamente, nos casos previstos pelo texto.

De la Espriella afirmou que o governo respeita o direito à manifestação pacífica, mas não tolerará atos de violência, vandalismo ou bloqueios que prejudiquem a circulação e os direitos de outros cidadãos.

Em outra postagem, De la Espriella defendeu a medida e afirmou que o decreto busca conciliar o direito de protestar com os direitos dos demais cidadãos.

“O direito de protestar não está acima do direito de trabalhar, estudar, circular e viver em paz”, escreveu.

O que muda com o decreto

O Decreto 1.525 altera as regras que orientam a atuação das forças de segurança durante manifestações públicas.

Entre as disposições, está a previsão de que os policiais acompanhem os protestos a uma distância de quatro metros dos participantes.

O texto também amplia a relação de condutas consideradas violentas.

Outra mudança permite o uso legítimo da força contra indivíduos responsáveis por atos violentos sem que seja necessário esgotar previamente todas as etapas de diálogo.

De acordo com o decreto, a intervenção deve ser direcionada às pessoas que praticarem essas ações.

Manifestações

Centenas de pessoas se reuniram em diferentes pontos da Colômbia nessa quarta-feira para protestar contra o governo de De la Espriella. As mobilizações foram convocadas por setores da oposição, sindicatos, comunidades indígenas, estudantes e grupos feministas, com liderança política do ex-presidente Gustavo Petro.

Os atos representaram uma das primeiras grandes mobilizações contrárias à administração de De la Espriella, que assumiu a Presidência em agosto de 2026. Entre as principais críticas ao governo estão as políticas de linha dura contra o narcotráfico, a retomada das relações diplomáticas com Israel — rompidas durante o mandato anterior — e a aproximação com os Estados Unidos.

Petro, primeiro presidente de esquerda da história colombiana, implementou medidas como a ampliação do acesso gratuito à universidade pública, aumentos do salário mínimo e mudanças nos benefícios trabalhistas. Sua gestão também foi marcada por divergências com os Estados Unidos em temas de segurança e política externa.

Colômbia inaugura embaixada em Jerusalém em aceno a Israel

A Colômbia inaugurou, nessa quarta-feira (14), a embaixada do país em Jerusalém. A medida é uma iniciativa do governo de Abelardo de la Espriella em apoio a Israel e representa mais um aceno ao alinhamento do novo presidente colombiano com os Estados Unidos.

A cidade de Jerusalém é reivindicada como capital tanto por Israel quanto pela Palestina e está no centro da disputa entre os dois países. Jerusalém chegou a ser divida em duas, com o objetivo de atender aos dois Estados, mas Israel assumiu o controle do lado palestino em um movimento que intensificou o embate entre os dois países.

“Hoje, com a inauguração da Embaixada da Colômbia em Jerusalém, damos um passo concreto rumo à restauração de nossas relações diplomáticas. Esta Embaixada é uma expressão visível de nossa determinação em restabelecer o diálogo, fortalecer a confiança mútua e construir uma agenda que gere benefícios tangíveis para nossos cidadãos”, declarou o ministro das Relações Exteriores da Colômbia, Omar Bula Escobar.

Colômbia se junta, agora, aos Estados Unidos e Paraguai, que também transferiram as respectivas embaixadas para Jerusalém. A medida é observada na comunidade internacional como um reconhecimento de que a cidade pertence a Israel, o que tende aumentar a crise no Oriente Médio.

A decisão muda completamente a postura do governo colombiano em relação à Israel. Sob a presidência de Gustavo Petro, a Colômbia rompeu relações diplomáticas com Israel em meio à guerra do país contra os terroristas do Hamas na Faixa de Gaza. O rompimento foi estabelecido através do fechamento da embaixada em Tel Aviv e a retirada do embaixador colombiano do país.

Além da inauguração da nova embaixada, Espriella também restabeleceu o acordo de livre comércio entre os dois países, que havia sido encerrado pelo seu antecessor.

Fonte: Metrópoles

 

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