Polícia

Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis registra 517 prisões no primeiro semestre

21/07/2026 às 11:24

 

No primeiro semestre do ano, o Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV) registrou 517 prisões em flagrante, a maioria envolvendo homens suspeitos de agressão contra mulheres. No mesmo período, foram instaurados mais de 2 mil inquéritos policiais, solicitadas 1.208 medidas protetivas de urgência, cumpridos 51 mandados de prisão e encaminhadas 1.391 investigações concluídas ao Poder Judiciário. Os dados refletem o trabalho integrado entre a Polícia Civil, a Polícia Militar, a Polícia Rodoviária Federal (PRF), as Guardas Municipais, a Casa da Mulher Brasileira, o Judiciário e outros órgãos da rede de proteção.

A maior parte dos registros se concentra na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher, responsável por quase 75% dos procedimentos. De janeiro a junho, a unidade instaurou 1.540 procedimentos investigativos com base em mais de 2 mil boletins de ocorrência. Além disso, 1.011 medidas protetivas foram encaminhadas à Justiça, garantindo às vítimas amparo imediato para o afastamento dos agressores.

Na repressão aos crimes, 37 suspeitos de violência doméstica foram presos ao longo do semestre, enquanto centenas de investigações foram concluídas para assegurar a responsabilização dos envolvidos.

A diretora do DAGV, delegada Mariana Diniz, afirmou que os resultados indicam avanço no enfrentamento à violência. “Garantir a proteção de quem mais precisa é a nossa missão diária na Polícia Civil, e os números do primeiro semestre de 2026 mostram o impacto direto das ações especializadas. A violência doméstica e familiar contra a mulher ainda é a nossa demanda mais expressiva.” Segundo ela, o atendimento nas delegacias especializadas e na Casa da Mulher Brasileira é realizado de forma humanizada, com seriedade e técnica.

A Polícia Civil reforça que a denúncia é fundamental para romper o ciclo de violência e orienta que vítimas procurem uma unidade policial ou serviços especializados. Denunciar pode salvar vidas.

*Com informações SSP

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