O Mercado Pago, instituição financeira do Grupo Mercado Livre, divulga a pesquisa inédita “Percepção de Segurança em Grandes Eventos”, realizada com 12 mil usuários em todo o Brasil entre os dias 20 e 23 de janeiro de 2026, que revela como os pagamentos digitais já fazem parte da rotina fora de casa, mas ainda acompanhados de forte sensação de risco. Segundo o levantamento, 82% das pessoas não se sentem seguras ao levar o celular para grandes eventos, embora 68% afirmem não deixar de usar aplicativos financeiros fora de casa, mesmo com receio de golpes ou furtos. Ainda assim, 43% continuam utilizando o celular normalmente nesses ambientes
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A pesquisa foi realizada como parte do lançamento do Modo Blindado, solução que utiliza inteligência de geolocalização para reconhecer “Lugares de Confiança” (como a residência do usuário) e ativar, de forma automática, camadas extras de proteção assim que o cliente sai de casa. O recurso oculta saldos de conta, investimentos, criptoativos e dados de Open Finance, além de restringir limites de Pix e impor uma carência de 8 horas para alterações críticas, impedindo transferências sob coação em ambientes de alta exposição.
Os dados reforçam que a maior digitalização vem acompanhada de cautela: 93% dizem adotar algum tipo de cuidado ao realizar pagamentos na rua. Entre as principais práticas estão evitar transferências em grandes eventos (26%) e conferir valores mais de uma vez antes de confirmar a operação (20%).
No entanto, a proteção financeira ainda é majoritariamente improvisada, cerca de 75% dos entrevistados utilizam contas financeiras “alternativas” ao circular em eventos de grande aglomeração e, dentro desse grupo, 25% mantêm mais de um aplicativo financeiro como estratégia de segurança. Já o chamado “celular do ladrão” é usado por 5% como um aparelho alternativo.
Mesmo com ferramentas digitais disponíveis, o uso segue baixo: 64% não ativaram nenhuma função de segurança no último ano e três em cada dez pessoas não sabem como habilitar esses recursos nos aplicativos financeiros.
Quando o recorte é o Carnaval de rua, os pagamentos digitais aparecem como protagonistas. De acordo com a pesquisa, 27% pretendem pagar por Pix ou QR Code, enquanto 26% devem usar pagamento por aproximação pelo celular. Outros meios aparecem com menor participação: aproximação com cartão (17%), cartão com senha (16%) e dinheiro em espécie (4%).
“Os dados mostram que o brasileiro já vive o dinheiro no celular, mas ainda sem a sensação de proteção que esse novo comportamento exige. Isso ocorre, muitas vezes, por falta de entendimento sobre como se proteger de fato. A pesquisa indica que a segurança vem se tornando um dos critérios centrais na escolha da instituição financeira, o que reforça a importância de desenvolver soluções capazes de antecipar riscos e sobretudo fáceis de serem usadas”, comenta Fabiana Saenz, diretora de Inteligência Antifraude do Mercado Pago.





