ARACAJU/SE, 4 de março de 2026 , 3:44:47

Estudo: brasileiro procura independência financeira, mas ainda não consegue poupar nem ter reserva para a aposentadoria

 

 

Ansiedade, estresse e sensação constante de insegurança fazem parte da rotina de milhões de brasileiros quando o assunto é dinheiro. No “Janeiro Branco”, mês dedicado à conscientização sobre a saúde mental, especialistas reforçam que o desequilíbrio financeiro é hoje um dos principais fatores de adoecimento emocional, afetando desde a qualidade do sono até a produtividade e os relacionamentos. A dificuldade de planejar o futuro e a ausência de reservas ampliam o sentimento de incerteza e sobrecarga psicológica.

 

Esse cenário ajuda a explicar por que a relação com o dinheiro tem sido cada vez mais associada ao bem-estar emocional. Mais do que números, renda ou patrimônio, a forma como as pessoas lidam com suas finanças influencia diretamente a sensação de controle sobre a própria vida, um aspecto central da saúde mental.

 

É o que revela o Raio-X da Saúde Financeira 2025, estudo realizado pela SuperRico, plataforma especializada em saúde financeira, com 3.122 brasileiros, que traça um retrato da conexão entre planejamento financeiro e equilíbrio emocional. O levantamento mostra que, embora 60% dos entrevistados tenham como principal objetivo alcançar a independência financeira, grande parte ainda convive com insegurança e falta de estrutura para transformar esse desejo em realidade.

 

O estudo indica que 54% dos respondentes não possuem nenhum valor poupado para seus objetivos financeiros e que 47% não têm reserva para a aposentadoria. Na prática, isso significa viver com poucas margens para imprevistos, um fator que contribui para o aumento da ansiedade e da preocupação constante com o futuro. Entre os endividados críticos, a situação é ainda mais alarmante: 83% não conseguiram poupar nada, o que reforça a exposição constante ao estresse financeiro.

 

Essa pressão aparece também no indicador de Felicidade Financeira, medido em uma escala de 1 a 10. A média geral ficou em 5,2, mas entre os endividados críticos o índice cai para 2,6, evidenciando como a instabilidade financeira pesa emocionalmente no dia a dia.

 

Para Carlos Castro, planejador financeiro e CEO da SuperRico, os dados mostram que falar sobre saúde mental passa, inevitavelmente, por discutir a relação das pessoas com o dinheiro. “Quando a vida financeira está desorganizada, a mente dificilmente fica tranquila. A falta de planejamento gera ansiedade, sensação de impotência e medo do amanhã. Cuidar do dinheiro é também uma forma de cuidar da saúde mental”, afirma.

 

Mesmo em meio às dificuldades, o estudo aponta um dado positivo: o desejo pelo equilíbrio financeiro. Até entre os endividados, 49% afirmam que a independência financeira é uma prioridade, o que revela uma busca por segurança emocional e qualidade de vida, mais do que apenas ganhos materiais.

 

Segundo Castro, o planejamento financeiro funciona como um fator de alívio emocional. “Ter clareza sobre a própria realidade financeira reduz o estresse porque devolve previsibilidade. Não se trata de enriquecer rapidamente, mas de criar um caminho possível, que traga mais tranquilidade e equilíbrio”, destaca.

 

O levantamento também mostra que pessoas que contam com algum tipo de planejamento ou acompanhamento financeiro apresentam níveis mais elevados de felicidade financeira, reforçando que informação e organização ajudam a reduzir o impacto emocional da instabilidade econômica.

 

Em meio às discussões do Janeiro Branco, o estudo evidencia que cuidar das finanças vai além dos números e reflete diretamente na saúde mental, especialmente em um contexto de incertezas e pressão econômica.

 

Para incentivar a organização financeira e contribuir com o cuidado da saúde mental, a SuperRico realiza, ao longo do mês de janeiro, o Feirão da Saúde Financeira. A iniciativa permite que o público faça um Raio-X da Saúde Financeira detalhado, com relatório completo e atendimento com um planejador financeiro, que ajuda a esclarecer dúvidas e definir metas para 2026. A proposta é mostrar que compreender a própria realidade financeira é um passo fundamental para reduzir a ansiedade e ganhar mais tranquilidade no dia a dia.

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