Um levantamento da Serasa Experian, para o Mês da Mulher, mostra que o consumo de conteúdo no digital já virou gatilho direto de compra no varejo, inclusive entre mulheres com orçamento mais apertado. No país, 17,2 milhões de mulheres têm afinidade com leitura digital e streaming, e 89,6% delas têm perfil de compradoras online, formando um público estratégico para marcas que precisam conectar atenção, jornada digital e conversão.
“Quando analisamos essas audiências, vemos uma mulher cada vez mais protagonista do consumo digital: ela se informa, se entretém e, a partir desse repertório, pesquisa, compara e compra com mais intenção, ou seja, a partir de uma decisão planejada, com necessidade clara e objetivo bem definido. Para as marcas, o desafio é transformar presença em relevância, com mensagens e ofertas que entendam o comportamento de consumo do público-alvo, respeitem o contexto e o poder de compra de cada perfil”, afirma Giovana Giroto, CMO e Vice-Presidente de Marketing Solutions da Serasa Experian.
Conteúdo que vira compra: a força da interseção entre leitura e streaming
O mapeamento identificou 24,8 milhões de leitoras digitais e 35,3 milhões de consumidoras de streaming no Brasil. A interseção entre esses dois hábitos (17.237.486 mulheres) representa 69,5% do universo de leitoras digitais e 48,8% das consumidoras de streaming, sugerindo uma rotina de alta frequência no digital, alternando informação e entretenimento ao longo do dia.
Segundo Giroto, é essa forte presença digital que pode aumentar a chance de consumo, já que, além de 89,6% delas terem perfil de compradoras online, 85,8% também aparecem como shoppers de moda, uma categoria em que inspiração, tendência e influência de conteúdo pesam mais na decisão.
Mulheres com até R$ 2 mil puxam a jornada digital
O estudo também indica um ponto-chave para o mercado: a digitalização do consumo feminino não está restrita à alta renda. Entre as leitoras digitais, quase 6 em cada 10 têm renda de até R$ 2 mil mensais, 10 pontos percentuais acima do recorte masculino. Já entre as consumidoras de streaming, 57,1% ganham até R$ 2 mil (vs. 47,7% entre homens).
a CMO da datatech, isso reforça uma implicação econômica importante: “Para uma parcela enorme do varejo, crescer no digital passa menos por apenas ‘ter presença online’ e mais por construir jornadas que conciliem conveniência e acessibilidade, com comunicação contextual, benefícios claros e experiências sem fricção do conteúdo à compra”, analisa a executiva.
Atividades ultrapassam gerações: 60+ também está no jogo
Embora a percepção do consumo digital costume mirar apenas nas mais jovens, o recorte evidencia diversidade geracional: boomers representam 10,4% das leitoras digitais e 11,8% das usuárias de streaming. No streaming, o peso das mais jovens segue forte (com destaque para Geração Z e Millennials), mas a presença 60+ confirma que as marcas precisam calibrar linguagem e oferta para múltiplos momentos de vida — não só para um perfil único.
“O digital deixou de ser apenas canal de entretenimento e passou a ser espaço de decisão. Quando essa jornada é analisada com profundidade — cruzando comportamento, renda e hábitos de consumo — as marcas conseguem não só entender quem é seu público, mas ativar estratégias mais precisas. É isso que vemos na prática aqui na Serasa Experian: quando empresas utilizam inteligência analítica, elas conseguem transformar atenção em conversão”, conclui a vice-presidente.





