ARACAJU/SE, 26 de março de 2026 , 17:14:29

Cerca de 15% das adolescentes brasileiras faltaram à escola pelo menos uma vez no ano por falta de absorventes, revela IBGE

 

A falta de acesso a absorventes íntimos impacta a frequência escolar de adolescentes brasileiras. De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nessa quarta-feira (25), cerca de 15% das estudantes do sexo feminino de 13 a 17 anos deixaram de ir à escola ao menos um dia, nos 12 meses anteriores ao levantamento, por falta de absorvente.

A comparação entre as redes de ensino evidencia a desigualdade. Na rede pública, aproximadamente 17% das meninas faltaram às aulas por não terem absorvente, enquanto na rede privada o percentual foi de 6%.

A PeNSE é realizada pelo IBGE em parceria com o Ministério da Saúde e apoio do Ministério da Educação. Esta é a quinta edição do levantamento, feito em 2024, e abrange mais de 12,3 milhões de jovens entre 13 e 17 anos matriculados em escolas públicas e privadas de todo o país.

Entre os estados, Santa Catarina registrou o menor índice de alunas que faltaram às aulas por esse motivo: 9,2%. O Amazonas teve o maior índice, com 27,9% das adolescentes perdendo dias de aula pela ausência de absorvente.

Região Norte tem a menor oferta institucional de absorvente no país

O IBGE também estimou o percentual de estudantes entre 13 e 17 anos que estudavam em escolas que forneciam absorventes para as alunas.

No Sudeste, 92% das alunas estudavam em instituições em que o item era oferecido — maior índice entre as grandes regiões. Em seguida estão as regiões Sul (91%), Centro-Oeste (88%), Nordeste (80%) e Norte (56%).

Veja o percentual, por unidade da federação, de estudantes do sexo feminino que estudavam em escolas que forneciam absorventes:

Santa Catarina: 94,1% das estudantes

Goiás: 94,1%;

São Paulo: 93,7%;

Amapá: 93,1%;

Ceará: 92,8%;

Minas Gerais: 92,2%;

Paraná: 90,1%;

Espírito Santo: 89,4%;

Sergipe: 88,7%;

Rio Grande do Sul: 88,7%;

Mato Grosso: 87,4%;

Pernambuco: 86,6%;

Piauí: 86,2%;

Rio de Janeiro: 84,9%;

Distrito Federal: 84,7%;

Acre: 81%;

Alagoas: 80,5%;

Bahia: 79%;

Mato Grosso do Sul: 75,7%;

Amazonas: 71%;

Maranhão: 68,9%;

Paraíba: 64,4%;

Rondônia: 63,1%;

Tocantins: 56,3%;

Rio Grande do Norte: 54,9%;

Pará: 43,3%;

Roraima: 38,5%.

 

Fonte: G1

 

Você pode querer ler também