Em relatório, embaixada dos EUA reconhece vitória de Lula e a chama de ‘definitiva’

Um relatório da Embaixada dos Estados Unidos em Brasília classificou a vitória de Lula como definitiva. O documento, enviado ao Departamento de Estado americano, afirma que observadores internacionais não identificaram irregularidades capazes de comprometer o resultado. As informações são da Folha de São Paulo.
A avaliação contrasta com as declarações do presidente Donald Trump, que tem questionado a eleição brasileira sem apresentar provas de fraude.
O texto ainda chama a vitória de Lula de ‘surpreendente’.
O relatório aponta o aumento de duas horas no horário de votação, um dos principais pontos de contestação por parte de Flávio Bolsonaro e apoiadores. Mas diz que o próprio TSE reconhece que isso não teve nenhuma diferença no resultado. E recorda que os observadores internacionais confirmaram a vitória de Lula.
Segundo o tribunal, cerca de 34 mil votos foram registrados depois do horário final inicial de votação, às 17h. Isso representa 0,03% dos votos, o que não mudaria em nada na disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro, visto que a vitória do petista foi por 4 milhões de votos de diferença.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, participa nesta sexta-feira (30) e sábado (31) nos Estados Unidos da uma reunião preparatória do G20 apenas com ministros das Relações Exteriores dos países.
O governo brasileiro quer manter o diálogo comercial com Washington, apesar das tensões provocadas pela fuga de Flávio Bolsonaro.
Durante o evento, o ministro deve se encontrar com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, que é aliado da família Bolsonaro. Além disso, ele também estará frente a frente com o chanceler argentino, Pablo Quirno.
Os dois países são os únicos do bloco que ainda não parabenizaram o presidente Lula após a reeleição.
Nessa quinta (29), o presidente Lula se reuniu por duas horas e meia com o chanceler para discutir a relação com os Estados Unidos. A orientação no Planalto é evitar uma reação direta de Lula às manifestações de Flávio Bolsonaro; Donald Trump e do presidente argentino, Javier Milei.
A expectativa é de um encontro entre Lula e Trump durante a reunião do G20, marcada para dezembro.
Enquanto isso, o governo brasileiro deve aguardar a diminuição das tensões políticas provocadas pela fuga do senador para os Estados Unidos antes de conceder o aval ao novo embaixador americano no Brasil, Daniel Perez.
Trump e Milei ajudaram na fuga de Flávio, diz jornal
O Wall Street Journal revelou que o assessor de comunicação da Casa Branca, Jason Miller, ajudou a conseguir o jatinho usado por Flávio Bolsonaro na fuga para os Estados Unidos. O New York Times também relatou a participação de Miller na operação.
Segundo a imprensa americana, Santiago Caputo, um dos principais assessores do presidente argentino Javier Milei, também participou da fuga de Flávio Bolsonaro.
O Wall Street Journal afirma que o carro do senador recebeu escolta da polícia aeroportuária argentina depois de cruzar a fronteira.
O presidente Donald Trump voltou a chamar a eleição brasileira de vergonhosa e evitou dizer quem considera o vencedor legítimo. Questionado por jornalistas, o republicano afirmou que pretende conversar com Lula e que não tomou partido na disputa, a pedido do presidente brasileiro.
Diferentemente do que disse Donald Trump, o mercado financeiro reagiu mal à vitória de Lula não por suspeita de fraude na eleição.
A reação negativa foi provocada principalmente pela preocupação com as contas públicas e pela frustração das apostas na vitória de Flávio Bolsonaro.
Fonte: CBN
