Emília Corrêa (Patriota) não declara apoio a candidatos do 2º turno

Após a coletiva de imprensa concedida na manhã de hoje (10) para indicar seu apoio ao petista Rogério Carvalho, o então candidato Liberal ao governo do estado, Valmir de Francisquinho, não teve a decisão acompanhada pela vereadora de Aracaju, Emília Corrêa (Patriota), com quem formou chapa majoritária nestas eleições. “Não apoiarei o petista, e tampouco o candidato do PSD, Fábio Mitidieri. O meu voto será não para os dois!“, declarou a ex-candidata a vice-governadora, em suas redes sociais.
“Diante de tudo o que aconteceu, e daquilo que acredito ser mais coerente neste momento, seguirei a vontade soberana do povo, expressada nas ruas e nas urnas. O povo rejeitou os candidatos ao governo de Sergipe, que hoje fazem o 2° turno. Portanto, seguirei o sentimento e a vontade dos sergipanos e sergipanas que naquele momento representava a maioria. Respeito a decisão do meu amigo de chapa, Valmir de Francisquinho, mas esta é a minha decisão”, arrematou.
Candidatura conturbada
O ex-prefeito de Itabaiana fez uma campanha conturbada ao governo do estado, entre idas e vinda à Justiça Eleitoral. Em 2019 ele foi sentenciado com a inelegibilidade por oito anos, a contar de 2018, pelo Tribunal Regional de Sergipe (TRE-SE). Após a decisão da Regional, ele recorreu em instância superior, no Tribunal Superior eleitoral (TSE), que manteve a pena de cassação de seus direitos políticos, dada pelo TRE-SE. Apesar de ter tentando diversas vezes reverter sua situação, Valmir teve a candidatura impugnada pelo TSE, faltando apenas quatro dias para o pleito de 2 de outubro.
Relembre
O então postulante foi condenado pelo TRE-SE em 2019, por abuso de poder político e econômico, ao participar em “excesso” da campanha para deputado estadual de seu filho, Talysson de Valmir (PL), enquanto ainda era o prefeito de Itabaiana, em 2018.
No último dia 30 de outubro, após manutenção do TSE quanto à impugnação de Valmir, o TRE de Sergipe emitiu nota oficial aos eleitores, dizendo que a foto e o nome do ex-candidato apareceriam nas urnas eletrônicas, por falta de tempo hábil para retirá-los, mas que seus eventuais votos seriam considerados nulos. Ainda assim, o ex-gestor público teve 457.922 votos. Ainda há embargos de declaração impetrados pela defesa de Valmir no TSE para serem julgados, sem data marcada para acontecer.
Clique aqui e confira o posicionamento da Defensora Pública e política, Emília Corrêa: https://www.instagram.com/reel/CjiK9fLrXw9/?utm_source=ig_web_copy_link
