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EUA revoga vistos de políticos, magistrados e empresários de países latinos acusados de minar democracia na região

28/09/2026 às 16:36

 

O governo do presidente americano Donald Trump anunciou, nesta segunda-feira (28), a aplicação de sanções contra um grupo de autoridades, ex-autoridades, empresários e cidadãos da América Latina.

O Departamento de Estado justificou que a medida foi tomada “para cumprir os compromissos de defender a governança democrática em todo o hemisfério contra a corrupção e o narcotráfico”.

“Essa política restringe vistos para estrangeiros – e seus familiares imediatos – que prejudicam um governo democraticamente eleito por meio de corrupção ou atividades de narcotráfico em nossa região”, afirmou o porta-voz do Departamento de Estado, Thomas Pigott, em comunicado à imprensa.

A lista de alvos contém 27 pessoas da Bolívia, Colômbia, Equador e Peru – todos integrantes do chamado “Escudo das Américas”, aliança criada pelos EUA com o objetivo declarado de combater o narcotráfico. Não há brasileiros entre os alvos.

“Prejudicar um governo democraticamente eleito é uma ameaça à segurança e ao Estado de Direito nas Américas e não será tolerado. Este é um mecanismo duradouro que permite aos Estados Unidos agir rapidamente, em coordenação com nossos parceiros, à medida que as evidências surgem”, acrescentou.

“O Departamento de Estado está tomando medidas imediatas para impor restrições de visto sob esta política, em apoio aos demais participantes do Escudo das Américas: Bolívia, Colômbia, Equador e Peru”, completou.

A maior parte dos afetados pela medida são bolivianos, incluindo 12 pessoas com o visto revogado e outras nove que não possuem o visto, mas passam a ser classificadas como inelegíveis.

Entre os alvos está o procurador-geral da Bolívia, Roger Mariaca, “por seu envolvimento em corrupção significativa”, alegou o governo americano.

“Mariaca, eleito em 2024 para um mandato de seis anos como procurador-geral durante a gestão do presidente de extrema esquerda Luis Arce, e anteriormente procurador-geral de Santa Cruz, abusou de seus cargos públicos ao solicitar e aceitar propinas para facilitar o narcotráfico e ao ajudar criminosos violentos a escapar da justiça”, acrescentou o Departamento de Estado.

Na Colômbia, a medida mirou um empresário do setor de energia e trânsito e a senadora Martha Peralta Epieyú, do MAIS (Movimento Alternativo Indígena e Social).

Dois cidadãos do Equador foram impactados, mas o Departamento de Estado não revelou a identidade dos alvos. No Peru, Juan Carlos Núñez Matos, juiz da 1ª Vara Constitucional de Lima, foi o único alvo.

Fonte: CNN Brasil

 

 

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