Meio Ambiente

Fiscalização identifica desmatamento ilegal na Grota do Angico, em Sergipe

18/06/2026 às 09:58

 

Uma ação conjunta de fiscalização ambiental identificou supressão irregular de vegetação nativa da caatinga dentro do Monumento Natural Grota do Angico, em Poço Redondo, no sertão de Sergipe. A operação foi realizada na última terça-feira (16) pela Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema), em parceria com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e a Secretaria de Meio Ambiente e Ações Climáticas (Semac).

Durante a vistoria, os técnicos confirmaram o desmatamento em área localizada no interior da Unidade de Conservação de Proteção Integral. O local afetado foi identificado e georreferenciado por meio da coleta de coordenadas, o que permitirá o avanço das investigações.

De acordo com o analista ambiental da Adema, Mikael Prata, a próxima etapa será a identificação dos responsáveis e a adoção das medidas legais cabíveis. “Realizamos os levantamentos necessários para a correta delimitação das áreas envolvidas e a identificação dos respectivos responsáveis, a fim de que sejam adotadas as medidas administrativas cabíveis em relação ao ilícito ambiental constatado”, afirmou.

A gestora do Mona Grota do Angico e bióloga da Semac, Valdelice Barreto, destacou a importância da atuação integrada entre os órgãos. “A expertise e competência do órgão ambiental para tipificar possíveis crimes ambientais, além do atendimento à denúncia da população local, de registro de dano à vegetação nativa, foi essencial nessa ação”, pontuou.

Criado em 2007, o Monumento Natural Grota do Angico possui cerca de 2.448 hectares e abriga uma das áreas mais preservadas do bioma caatinga em Sergipe. Como unidade de proteção integral, o local permite apenas atividades compatíveis com a conservação, como pesquisa científica, educação ambiental e turismo controlado, sendo proibida a exploração direta dos recursos naturais.

Além da relevância ambiental, a unidade também possui importância histórica por abrigar o local onde, em 1938, morreram Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, Maria Bonita e outros integrantes do cangaço.

A área protege espécies típicas da caatinga, incluindo animais como jaguatirica e gato-do-mato-pequeno, além de aves como o jaó-do-sul e o chorozinho-de-papo-preto, muitas delas ameaçadas de extinção.

*Com informações Secom

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