Governo do Acre responsabiliza construtora por queda de ponte

O governo do Acre anunciou que pretende adotar medidas judiciais contra a empresa responsável pela construção da ponte Frei Paolino Baldassari, que desabou em Sena Madureira, na noite da última sexta-feira. A gestão estadual avalia exigir a reparação dos prejuízos causados pelo acidente.
Segundo o Executivo, a Procuradoria-Geral do Estado estuda alternativas para garantir a reconstrução da travessia ou uma solução de mobilidade para a população afetada, além de possível bloqueio de bens da construtora.
Segundo a Folha de S.Paulo, o governo também acompanha as investigações sobre as causas do desabamento e mantém assistência às vítimas. Uma pessoa segue internada em estado gravíssimo, enquanto equipes técnicas atuam na área atingida.
Desabamento – Quatro pessoas ficaram feridas no desabamento parcial da ponte.
A estrutura havia sido inaugurada há dois anos, após ter sido construída a um custo de mais de R$ 36 milhões.
Entre as vítimas está o advogado e ex-juiz Ednaldo Muniz dos Santos, de 54 anos, que se autointitula vereador voluntário e que gravava um vídeo denunciando os problemas na estrutura minutos antes de a ponte desabar.
Segundo boletim divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), Muniz está em estado gravíssimo, com traumatismo craniano e fratura na região pélvica. Ele foi transferido de ambulância para Rio Branco e segue internado em unidade intensiva de tratamento.
Outro ferido foi Ednei Muniz dos Santos, de 51 anos, irmão de Ednaldo. Ele sofreu fratura no antebraço e segue internado ao aguardo de cirurgia, mas estável.
Os demais feridos foram Antônio Morais Lima Filho, de 36 anos, que sofreu fratura na perna e também aguarda cirurgia, e Weverton Murieta, 34 anos, que sofreu ferimentos leves.
O Corpo de Bombeiros Militares do Acre estimou que 60% da estrutura desabou. A ponte havia sido interditada na noite anterior ao desabamento e, segundo as autoridades, os feridos se encontravam no local irregularmente.
O governo do Acre apura as causas do desabamento. O prazo para a conclusão do inquérito é de 30 dias.
Fonte e Foto Agência Brasil
