HU-UFS já realizou mais de 150 implantes cocleares em Sergipe desde 2016

Mais de 150 pacientes com perda auditiva severa ou profunda passaram por cirurgia de implante coclear no Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe (HU-UFS) desde 2016. Referência no procedimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a unidade alcançou, em 2025, o segundo maior índice de implantes por milhão de habitantes do país, com 14,15, atrás apenas do Paraná, que registrou 18,07. A média nacional foi de 6,3.
O implante coclear é uma tecnologia indicada para pessoas que não obtêm benefícios suficientes com aparelhos auditivos convencionais. O dispositivo permite o acesso aos sons e pode favorecer a comunicação, a autonomia e a inclusão social.
Segundo o otorrinolaringologista Ronaldo Carvalho, chefe do Serviço de Implante Coclear do HU-UFS, os resultados vão além da recuperação da percepção sonora, com impactos na vida familiar, nos estudos e no trabalho.
“Ao longo desse período, consolidamos uma equipe multiprofissional cada vez mais capacitada, aprimoramos os protocolos de avaliação, indicação, cirurgia e acompanhamento pós-operatório e ampliamos a integração entre as diferentes áreas envolvidas no atendimento. Esse processo permitiu oferecer um cuidado mais seguro, individualizado e completo aos pacientes, desde a seleção dos candidatos até a reabilitação auditiva e o acompanhamento do desenvolvimento da linguagem”, relata.
Comunicação e autonomia
O procedimento pode transformar a vida de pessoas com surdez profunda ao ampliar o acesso aos sons e facilitar a comunicação. Os benefícios podem incluir o desenvolvimento da linguagem, a interação familiar e a participação nas atividades escolares, profissionais e sociais.
“É possível favorecer o desenvolvimento da linguagem, a interação com a família, o desempenho escolar e profissional e a participação plena na sociedade. Mais do que proporcionar audição, o implante coclear amplia a autonomia, a segurança e as oportunidades de inclusão, permitindo que muitas pessoas se comuniquem, estudem, trabalhem e vivenciem o mundo sonoro com muito mais independência”, afirma Carvalho.
O médico destaca que os resultados dependem de um atendimento que inclua todas as etapas, desde a avaliação inicial até a reabilitação fonoaudiológica e o acompanhamento após a cirurgia. A participação da família também é importante para o desenvolvimento das habilidades auditivas e da linguagem.
Entre os desafios do serviço estão a ampliação do acesso ao procedimento, a redução do tempo de espera e o fortalecimento da reabilitação. O especialista também ressalta a necessidade de acompanhar os avanços tecnológicos e investir na capacitação contínua dos profissionais.
Como ter acesso ao serviço
O acesso ao implante coclear pelo SUS começa, geralmente, com encaminhamento da unidade básica de saúde, de um otorrinolaringologista ou de outro serviço especializado.
No HU-UFS, o paciente passa por avaliação multiprofissional, que pode incluir exames auditivos, avaliação médica e, conforme a necessidade, exames de imagem e avaliações psicológica e social. A equipe considera fatores como o grau da perda auditiva, o histórico clínico, os resultados obtidos com aparelhos auditivos e as expectativas do paciente e de seus familiares.
Após a análise, os profissionais verificam se há indicação para o procedimento e orientam sobre as etapas seguintes, que incluem a cirurgia, a ativação do dispositivo e a reabilitação auditiva.
O HU-UFS integra a Rede HU Brasil desde 2013. Criada por meio da Lei nº 12.550/2011 e vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a estatal nasceu tendo como nome oficial Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). É responsável pela administração de 47 hospitais universitários federais em 25 unidades da federação.
*Com informações Comunicação HU-UFS
