Durante muitos anos, maio foi tratado como o principal mês para casamentos no Brasil. A tradição continua conhecida, mas perdeu espaço nos últimos anos para outros períodos do calendário, principalmente entre setembro e novembro.
Dados recentes do setor de eventos mostram que boa parte das cerimônias passou a se concentrar no segundo semestre.
A mudança tem relação com clima, custos e até facilidade de organização para convidados e fornecedores.
Segundo semestre concentra mais cerimônias
Levantamentos do mercado de casamentos apontam crescimento das celebrações entre setembro, outubro e novembro.
A preferência por esses meses aparece tanto em festas maiores quanto em cerimônias menores realizadas ao ar livre.
Profissionais do setor afirmam que a mudança ficou mais evidente nos últimos anos.
Clima virou um dos principais fatores
Por muito tempo, maio era associado a temperaturas mais amenas e clima mais confortável para festas.
Hoje, porém, muitas noivas relatam preocupação com calor fora de época e pancadas de chuva durante o mês.
Como grande parte dos eventos acontece em espaços abertos, as condições climáticas passaram a pesar mais na escolha da data.
Flores e decoração influenciam escolha
A chegada da primavera também ajuda a explicar a preferência pelo segundo semestre.
Algumas flores muito procuradas para decoração e buquês aparecem com maior facilidade nesse período do ano.
Isso influencia diretamente o visual da cerimônia e também os custos de produção das festas.
Questão financeira ganhou peso nas decisões
Outro fator importante envolve o preço cobrado por fornecedores em meses tradicionalmente mais disputados.
Profissionais do setor afirmam que maio costuma registrar alta procura, o que pode elevar valores de buffet, decoração e fotografia.
Além disso, muitos casais aproveitam períodos próximos ao fim do ano por causa de férias, feriados e pagamentos extras, como bônus e 13º salário.
Maio ainda mantém força por causa da tradição
Mesmo com a mudança de comportamento, maio continua associado ao universo dos casamentos por motivos culturais e religiosos.
A relação com o catolicismo, especialmente pelas homenagens a Maria, ajudou o mês a ganhar força ao longo das décadas.
Além disso, tradições antigas ligadas à primavera no Hemisfério Norte também contribuíram para consolidar maio como o chamado “mês das noivas”.
Entenda origem de maio ser associado ao mês das noivas
Maio é popularmente conhecido como o “mês das noivas”, uma tradição que atravessa gerações e ainda hoje faz parte do imaginário popular quando o assunto é casamento. Mas de onde vem essa ideia? A resposta está em uma combinação de fatores históricos, culturais e religiosos que começaram muito longe do Brasil.
A tradição de casar em maio tem raízes no Hemisfério Norte, onde este mês marca o auge da primavera. Após um inverno rigoroso, a natureza floresce, simbolizando um período de renovação, fertilidade e novos começos. A abundância de flores tornava a época ideal para decorar cerimônias e criar buquês, associando o mês à beleza e ao amor.
Além disso, o período tem conexão com a fertilidade, o que tem raízes em festas pagãs da Roma Antiga. Durante o mês de maio, os romanos celebravam o festival de Flora, a deusa das flores e da primavera, em rituais que reforçavam a ideia do mês como um tempo de prosperidade e novos começos.
Outra explicação é menos romântica: na Idade Média, muitos festejos eram marcados por causa do clima, e maio era o primeiro mês em que as temperaturas ficavam mais agradáveis. Além disso, por causa do frio intenso dos meses anteriores, era em maio que as pessoas tomavam o primeiro banho do ano, tornando a época propícia para que os noivos se casassem.
A Igreja Católica também contribuiu para fortalecer a tradição do mês casamenteiro. Maio é o mês da consagração de Maria, mãe de Jesus, e a associação do casamento com a figura materna, a pureza e as bênçãos familiares reforçou a escolha do período para a celebração de matrimônios.
Fontes: O Povo e O Estado de Minas






