Talvez a palavra “espeleoturismo” ainda não faça parte do seu vocabulário, mas, caso você tenha feito algum passeio em caverna, significa que já realizou esse tipo de atividade. Locais como Bonito, no Mato Grosso do Sul, e o Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (PETAR), em São Paulo, são conhecidos pelas cavernas abertas ao público – e o Brasil tem um enorme potencial para o espeleoturismo.
Em 2025, nosso país atingiu a marca de 30 mil cavernas registradas. Outra novidade recente é a Rota das CaveRNas, uma iniciativa turística lançada no Rio Grande do Norte há alguns meses.
Mas passeios desse tipo demandam cuidados específicos. E isso inclui tanto a segurança dos visitantes quanto o respeito ao meio ambiente. Afinal, cavernas são verdadeiros tesouros biológicos.
Para fomentar a visitação consciente, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) lançou um guia com diretrizes especialmente voltadas ao espeleoturismo. O material reúne fundamentos conceituais e pedagógicos, estrutura curricular recomendada, orientações metodológicas, sugestões de materiais didáticos e critérios de avaliação. A instituição visa instruir instituições públicas, organizações comunitárias, entidades de turismo, unidades de conservação e outros atores envolvidos com o espeleoturismo.
“Esperamos que esse material seja capaz de fortalecer a atuação de guias e condutores, assegurando práticas responsáveis, inclusivas e alinhadas às políticas nacionais de conservação. Ao tornar essas diretrizes acessíveis, buscamos apoiar a qualificação de profissionais que atuam no espeleoturismo, promovendo experiências mais seguras, educativas e sustentáveis, além de contribuir para o desenvolvimento local e para a conservação do patrimônio espeleológico brasileiro”, pontua o coordenador do ICMBio/Cecav, Jocy Cruz.
Fonte: GALILEU





