Mendonça rebate acusações de Moraes e pede a Fachin arquivamento de ação

O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), respondeu nessa segunda-feira (21) às acusações feitas pelo ministro Alexandre de Moraes sobre sua atuação na condução das investigações relacionadas ao Banco Master e às fraudes no INSS. Na resposta, ele pediu o arquivamento da ação.
A manifestação foi encaminhada ao presidente da Corte, Edson Fachin, no último dia do prazo concedido ao ministro.
O procedimento foi aberto depois que Moraes enviou à presidência do STF relatórios de inteligência da Polícia Federal apontando possíveis irregularidades cometidas por Mendonça na condução das investigações.
Fachin determinou primeiro a manifestação da PGR (Procuradoria-Geral da República) e, na sequência, concedeu cinco dias úteis para que Mendonça se pronunciasse sobre a forma, o conteúdo e a regularidade do procedimento, incluindo questões processuais.
Com a resposta, os autos retornam à presidência do Supremo. Fachin terá de definir os próximos passos, porém, em meio a um impasse ainda não resolvido pelo plenário sobre se as acusações contra Mendonça devem ser analisadas separadamente do procedimento que envolve Moraes.
Na última terça-feira (15), o STF começou a discutir a possibilidade de reunir os dois casos. A questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes dominou a sessão, inicialmente convocada para analisar relatório da PF baseado em dados extraídos do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O documento contém mensagens atribuídas a Vorcaro com referências a Moraes.
O julgamento foi interrompido após pedido de vista do ministro Flávio Dino, com placar parcial de 4 a 3 pela manutenção dos processos separados. Votaram pela separação Fachin, Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia; defenderam a análise conjunta Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Moraes.
O pedido de vista deixou sem definição a forma de tramitação dos dois procedimentos e também o calendário previsto para o caso de Mendonça. Fachin havia reservado o dia 23 de setembro para a análise das acusações contra o ministro, mas retirou o julgamento da pauta após a interrupção da discussão no plenário.
Fonte: CNN Brasil
