Saúde

Mulheres de Sergipe podem acessar teleatendimento em saúde mental pelo SUS

09/10/2026 às 07:48

 

Mulheres em situação de violência ou que cuidam de familiares com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças raras podem receber atendimento psicológico gratuito pela internet em Sergipe. O serviço, oferecido pelo Ministério da Saúde, funciona pelo SUS e busca ampliar o acesso à saúde mental para quem enfrenta dificuldades para comparecer presencialmente a uma unidade de saúde.

A iniciativa integra o programa Agora Tem Especialistas em Saúde Mental para Mulheres, com oferta de até 100 mil teleatendimentos por mês em todo o país. O público inclui mães, tias, avós, irmãs e outras familiares que exercem atividades de cuidado.

“A proposta é oferecer o teleatendimento diretamente à população como uma primeira forma de acolhimento e de início do plano terapêutico. Depois, esse cuidado será articulado com a rede local, no estado e municípios. Onde essa rede ainda não estiver disponível, o Ministério da Saúde continuará oferecendo o atendimento remoto. A saúde da mulher é prioridade absoluta para nós”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Como acessar

Para solicitar o atendimento, é necessário entrar no aplicativo Meu SUS Digital com a conta gov.br. Em seguida, basta acessar “Miniapps” e selecionar “Acolhe Mais + – Agora Tem Especialistas em Saúde Mental para Mulheres”.

Na plataforma da Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS), a usuária deverá preencher o cadastro e informar se viveu ou vive uma situação de violência ou se cuida de uma pessoa com deficiência, transtorno do neurodesenvolvimento ou doença rara.

A equipe entrará em contato em até 24 horas para o agendamento da consulta. O serviço funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, e aos sábados, das 8h às 14h.

Acompanhamento e encaminhamentos

Para mulheres em situação de violência, o atendimento começa com a avaliação de riscos, da rede de apoio e das principais necessidades. Cada paciente pode realizar até dez sessões, com possibilidade de iniciar um novo ciclo, se necessário.

Ao final do acompanhamento, a mulher poderá ser encaminhada para continuar o tratamento em um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) ou em outro serviço da rede de saúde. Os CAPS também podem ser procurados diretamente.

As consultas são realizadas por psicólogas capacitadas pelo Ministério da Saúde para acolher as pacientes em ambiente virtual e identificar situações de risco.

Em casos de risco imediato, a orientação é buscar ajuda de emergência pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), no número 192, ou pela Polícia Militar, no 190.

*Com informações Ministério da Saúde

 

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