A Casa Branca detalhou, nesta terça-feira (10), as demandas necessárias para uma “rendição incondicional” do Irã, afirmando que isso será determinado pessoalmente pelo presidente Donald Trump.
Trump exigiu repetidamente a “rendição incondicional” como condição para qualquer acordo com Teerã.
“Quando o presidente Trump diz que o Irã está em uma posição de se render incondicionalmente, ele não está afirmando que o regime iraniano virá a público dizer isso por conta própria”, disse a secretária de Imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, nesta terça.
“O que o presidente quer dizer é que as ameaças do Irã não serão mais respaldadas por um arsenal de mísseis balísticos que os proteja para a construção de uma bomba nuclear em seu país”, completou.
Ela concluiu: “O presidente Trump determinará quando o Irã estiver em posição de rendição incondicional, quando deixar de representar uma ameaça crível e direta aos Estados Unidos da América e aos nossos aliados”.
Instalação de minas
O Irã iniciou a instalação de minas no Estreito de Ormuz, o ponto de estrangulamento energético mais importante do mundo, responsável por cerca de um quinto de todo o petróleo bruto, segundo duas pessoas familiarizadas com relatórios da inteligência americana sobre o assunto.
A instalação ainda não é extensa, com algumas dezenas de minas instaladas nos últimos dias, disseram as fontes. Mas o Irã ainda mantém entre 80% e 90% de suas pequenas embarcações e navios lança-minas, disse uma das fontes, portanto suas forças poderiam, de fato, instalar centenas de minas na hidrovia.
Em resposta, o presidente dos EUA, Donald Trump, exigiu a remoção imediata das minas, caso o Irã tenha colocado os explosivos.
Em publicação na rede social Truth Social, Trump afirmou que se as minas não forem removidas, “as consequências militares para o Irã serão de uma magnitude sem precedentes”.
A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, que agora controla efetivamente o estreito juntamente com a marinha tradicional iraniana, tem a capacidade de implantar uma “rede” de embarcações dispersas para lançamento de minas, barcos carregados de explosivos e baterias de mísseis em terra, informou a CNN.
A Guarda Revolucionária já havia alertado que qualquer navio que atravessasse o estreito seria atacado, e o canal está efetivamente fechado desde o início da guerra. O estado do estreito foi descrito à CNN como um “vale da morte”, dados os riscos envolvidos na travessia.
Autoridades americanas afirmaram hoje que a Marinha dos EUA não escoltou nenhuma embarcação pelo estreito, embora o presidente dos EUA, Donald Trump, tenha dito na segunda-feira (9) que seu governo estava analisando opções para fazê-lo.
Fonte: CNN Brasil





