ARACAJU/SE, 7 de fevereiro de 2026 , 19:58:12

Paraguai se converte no 2º país mais barato da América do Sul em 2026

 

Ser o segundo país mais barato da América do Sul em 2026 não é apenas um rótulo simpático para o Paraguai. O índice de custo de vida mais aluguel do Numbeo, que combina preços de bens e serviços com o valor dos aluguéis, coloca o país em um patamar estruturalmente mais barato que boa parte dos vizinhos. Em um cenário de inflação persistente e perda de poder de compra em vários países, viver em um país mais barato se traduz em vantagem concreta para o orçamento das famílias.

Ao mesmo tempo, esse custo reduzido projeta o Paraguai como um dos países mais competitivos da região para morar, trabalhar, investir e produzir. Na prática, o país mais barato atrai tanto quem busca um custo de vida menor quanto empresas que precisam de previsibilidade, estrutura de custos enxuta e ambiente favorável para operações de longo prazo.

Como o índice do Numbeo coloca o Paraguai entre os mais baratos

O ponto de partida é o indicador do Numbeo que cruza custo de vida e aluguel. Em 2026, o Paraguai registra índice de 20,30, resultado que o posiciona como segundo país mais barato da América do Sul, logo atrás da Bolívia, que lidera a região com índice de 18,98.

Esse índice considera preços de itens básicos, serviços e o peso do aluguel na vida das pessoas. Por isso, quando o Paraguai aparece como país mais barato em relação a boa parte dos vizinhos, não se trata apenas de produtos de supermercado mais em conta, mas de um pacote completo de despesas do dia a dia. É o conjunto de custos que torna o país mais barato para quem vive e aluga imóvel por lá.

Comparação com Uruguai, Argentina e os demais vizinhos

A força dessa posição fica mais clara quando se compara o Paraguai com outros países da região. Viver no Paraguai envolve um custo aproximadamente 45% menor do que no Uruguai, país que aparece como o mais caro da América do Sul, com índice de 37,32.

Ou seja, enquanto um lado concentra o topo do custo, o outro se destaca como um dos países mais baratos para estruturar vida e negócios.

Em relação à Argentina, o contraste também é grande. O custo de vida no Paraguai é cerca de 28% menor que na Argentina, cujo indicador chega a 28,29.

Na prática, isso significa que o Paraguai consegue manter uma estrutura de preços mais baixa mesmo quando comparado com uma das maiores economias da região.Software para finanças

Quando ampliamos o olhar, o quadro se repete. Brasil (20,50), Equador (21) e Colômbia (22,43) aparecem com índices acima do paraguaio. Em seguida vêm Peru, com 23,62, e Venezuela, com 24,02. Mais adiante surgem Chile, com 26,7, e a própria Argentina.

A cada comparação, o Paraguai reforça seu papel de país mais barato dentro de um continente com diferenças de preços cada vez mais amplas.

Por que o Paraguai consegue manter custo de vida tão baixo

Não é apenas acaso que faz do Paraguai um país mais barato para viver na América do Sul. O posicionamento está ligado a fatores estruturais. Entre eles, se destacam:

– Estabilidade macroeconômica, com inflação historicamente mais controlada em comparação com vários vizinhos. Isso reduz a corrosão contínua dos salários e ajuda a preservar o poder de compra ao longo do tempo.

– Mercado imobiliário ainda acessível, em que o aluguel não sobe na mesma velocidade observada em outros países da região.

Quando o custo da moradia permanece em patamar mais baixo, o país mais barato ganha vantagem decisiva na soma final das despesas mensais.

Além disso, há um esquema de custos que beneficia tanto famílias quanto empresas, com estrutura de preços mais enxuta em vários setores.

Essa combinação de inflação mais contida, imóveis acessíveis e custos gerais menores constrói, ao longo do tempo, a imagem do Paraguai como um país mais barato e competitivo para organizar vida e negócios.

O que o país mais barato oferece para famílias

Para as famílias, o fato de o Paraguai ser um dos países mais baratos da América do Sul tem impacto direto na qualidade de vida.

Um custo de vida mais baixo permite ampliar a capacidade de consumo, fortalecer a poupança e planejar melhor o futuro, sem que cada ajuste econômico obrigue a cortar itens essenciais.

Quando o país mais barato da vizinhança mantém aluguel acessível e preços mais controlados, sobra mais espaço no orçamento para educação, saúde, lazer e reserva financeira.

Em um continente marcado por inflação persistente e custos crescentes de moradia, ter a possibilidade de viver em um país mais barato se torna um diferencial real para famílias que buscam estabilidade e previsibilidade.

Vantagens do país mais barato para empresas e investimentos

Para empresas, o Paraguai como país mais barato também funciona como ativo estratégico. Setores intensivos em trabalho, serviços regionais, centros administrativos, logística e operações industriais voltadas à exportação enxergam nessa estrutura de custos um ambiente favorável para se instalar ou expandir atividades.

O baixo custo de vida se traduz em maior competitividade salarial, já que empresas conseguem oferecer remunerações atraentes em um contexto em que as despesas das famílias são menores.

Isso ajuda na retenção de talentos e na redução das barreiras para a mudança de profissionais dentro do Mercosul, especialmente quando se compara o país mais barato da região com centros urbanos onde morar e alugar se tornou muito caro.

Para quem decide investir, o país mais barato combina custo menor com posição estratégica, favorecendo operações que atendem tanto o mercado interno quanto o regional.

Em um cenário de ajustes econômicos frequentes em outros países, o Paraguai se apresenta como porta de entrada para projetos que exigem controle rígido de custos e horizonte de longo prazo.

Paraguai como âncora de estabilidade e plataforma regional

Ao se consolidar em 2026 como segundo país mais barato da América do Sul, o Paraguai reforça uma de suas principais vantagens comparativas.

Em um Mercosul marcado por inflação resistente, revisões constantes de políticas econômicas e encarecimento do acesso à moradia, o país mais barato ganha papel de âncora de estabilidade e competitividade na região.

Esse posicionamento não se restringe a números de ranking. Ele se reflete no dia a dia de quem vive, trabalha, investe e produz no país, seja na possibilidade de organizar melhor o orçamento familiar, seja na decisão de empresas que buscam uma base operacional com custos mais previsíveis e sustentáveis.

No fim das contas, o Paraguai vai se afirmando como plataforma regional para viver, trabalhar, investir e produzir na América do Sul, usando a condição de país mais barato como alavanca para atrair pessoas e negócios em busca de um ambiente menos pressionado pelos custos.

Fonte: Click Petróleo e Gás

 

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