Os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e da Ucrânia, Volodomyr Zelensky, vão se reunir para negociar um acordo de paz para a guerra que se estende há três anos.
A reunião foi confirmada nesse domingo (11) e está prevista para a próxima quinta-feira (15), na Turquia.
Nas redes sociais, Zelensky voltou a defender que haja uma pausa no conflito antes mesmo da reunião. A intenção dele é por um cessar-fogo a partir desta segunda-feira (12).
“Esperamos um cessar-fogo começando amanhã – completo e duradouro, para fornecer a base necessária para a diplomacia. Não faz sentido prolongar os assassinatos. E esperarei por Putin na quinta-feira na Turquia. Pessoalmente”, escreveu o presidente da Ucrânia.
A confirmação veio horas após Putin propor uma negociação direta para negociar o fim do conflito.
“Estamos propondo que Kiev retome as negociações diretas sem quaisquer pré-condições”, disse, em um comunicado.
A reunião se dá em um período de tentativas para um acordo de pausa ao conflito em ação pressionada desde a eleição do presidente Donald Trump, nos Estados Unidos.
Putin disse que a a proposta da Rússia está “sobre a “mesa” e que a decisão agora está nas mãos das autoridades ucranianas. “Nossa proposta, como se diz, está sobre a mesa. A decisão agora cabe às autoridades ucranianas e a seus curadores, que parecem estar guiados por ambições políticas pessoais, não pelos interesses de seus povos”, disse ele mais tarde ao agradecer à China, ao Brasil, aos países africanos e do Oriente Médio e aos EUA por seus esforços de mediação.
Durante viagem à Rússia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também fez apelos para que Putin amplie o cessar-fogo com a Ucrânia. O pedido foi levado em encontro na última sexta-feira (9).
“Nós queremos paz. É importante a paz para a Rússia, é importante para a Ucrânia, é importante para os Estados Unidos, é importante para a União Europeia”, declarou.
Paz ‘possível’
Durante a viagem, o assessor especial para assuntos internacionais da Presidência, Celso Amorim, avaliou que o acordo para fim da guerra deve passar por concessões da Ucrânia à Rússia.
Entre os pontos, Amorim considerou que o país deve ter que abrir mão da região da Crimeia e desistir do pedido para participar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). A solicitação para participar da aliança foi uma das razões que impulsionaram o início da guerra.
Fonte: R7