O presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou a convocação de 160 mil jovens, com idades entre 18 e 30 anos, para o serviço militar obrigatório, no que é considerada a maior incorporação de recrutas desde 2011, segundo a BBC.
A chamada “campanha de primavera”, convocação que ocorrerá entre abril e julho, faz parte do plano de Putin de expandir o efetivo militar do país para quase 2,39 milhões de pessoas, das quais 1,5 milhão serão militares ativos.
O objetivo do país é atingir esse número nos próximos três anos, o que representa um aumento de 180 mil soldados em relação ao contingente atual.
Expansão armada
O vice-almirante russo Vladimir Tsimlyansky disse à Tass, a agência estatal do país, que um terço dos novos recrutas será encaminhado para centros de treinamento, onde, durante cinco meses, aprenderão a operar equipamentos militares modernos e adquirirão especializações militares antes de serem designados para diferentes unidades.
O governo russo garante que esses jovens não serão enviados ao front da guerra contra a Ucrânia, que Moscou chama de “operação militar especial”. No entanto, há registros de conscritos mortos em combates nas regiões de fronteira e de outros que foram deslocados para a Ucrânia nos primeiros meses da guerra em larga escala, segundo a BBC.
A nova onda de recrutamento ocorre em meio a esforços dos Estados Unidos para alcançar um cessar-fogo na guerra. Apesar disso, os ataques permanecem intensos. Nessa terça-feira (1º), um bombardeio russo contra uma usina de energia na cidade de Kherson, no sul da Ucrânia, deixou cerca de 45 mil pessoas sem eletricidade.
O número de jovens convocados é 10 mil maior do que no mesmo período do ano passado. Isso porque a faixa etária para o serviço militar foi ampliada em 2023. A idade máxima subiu de 27 para 30 anos.
Além dos recrutamentos regulares, a Rússia tem apostado na contratação de soldados profissionais e até mesmo no alistamento de combatentes estrangeiros, incluindo soldados norte-coreanos, para suprir as perdas no campo de batalha.
Putin já ampliou o tamanho das forças armadas russas três vezes desde o início da guerra. O Ministério da Defesa justificou a expansão com as “ameaças crescentes” do próprio conflito na Ucrânia e com a “expansão contínua da Otan” (Organização do Tratado do Atlântico Norte).
Fonte: R7