Na véspera do Natal, sergipanos vão às compras; CDL prevê crescimento de 8%

Da redação, Joângelo Custódio
Quem passou pelo Centro Comercial de Aracaju nesta segunda-feira (24), véspera de Natal, teve que se conformar com o empurra-empurra, o calor e a disputa por um metro quadrado dentro das lojas.
Na ausência da promoção, o jeito foi pechinchar. Valia tudo para conseguir o melhor preço. Em tempos de salários atrasados e parcelamento do décimo terceiro, os consumidores saíram de casa mais sagazes: com um olho no bolso e o outro na crise.
O aposentado José Fernandes, por exemplo, foi ao comércio hoje para comprar os presentes dos netos. “É bom rodar as lojas e comprar algo mais barato. Em tempos de crise, não é bom gastar o salário, que já é pouco”, afirmou rindo.
Opinião semelhante tem a dona de casa Maria dos Santos, que está à procura de preço baixo. Ela disse que tem quatro pessoas na família para comprar o presente, mas este ano o dito-cujo pode se transformar em lembrancinha. “As coisas estão difíceis. Os lojistas devem baratear mais, ou darem descontos à vista. Se eu não conseguir algo mais em conta, vou ter que optar por produtos de preços menores, que caibam no bolso. O certo é que não vou deixar de comprar”.
No comércio de Itabaiana, o segundo mais importante do Estado, a prudência é a mesma como na capital. A dona de casa Bernadete Santos ratifica. “Esse ano é bom economizar. A crise pode piorar. Vou comprar lembrancinha mesmo e comparar preço a preço nas lojas.
Adaptação
E é justamente em cima dessa afirmação de Bernadete, compartilhada por milhares de consumidores, que os lojistas apostam. Se há desequilíbrio na roda da economia, o jeito é adaptar-se ao cenário para não deixar de vender, como explica o proprietário de uma loja de artigos femininos no Centro da capital, que não quis se identificar. “Nós precisamos atrair os consumidores neste final de ano. O jeito é negociar com ele, atrai-lo para o melhor preço. Tem muita gente que vem em busca de roupas mais em conta. São essas pessoas que estou de olho”.
Otimismo
Em Aracaju, a expectativa da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) é de crescimento em torno de 8%, cinco por cento a mais que o ano passado, quando o crescimento das vendas chegou ao fraquíssimo 3%. Em 2016, o crescimento foi de 1%.
“A média de crescimento é de 8%, podendo variar em dois pontos percentuais se comparado com 2017”, afirma o presidente da CDL de Aracaju, Breno Barreto. Segundo ele, alguns setores podem ter um crescimento até maior, como vestuário, calçados e eletroeletrônico. “Esses segmentos puxam as vendas. Os consumidores, acredito, irão comprar presentes com média de R$ 116”, prevê.
O otimismo nas vendas, segundo Breno, corresponde à injeção na economia sergipana de R$1,6 bilhão referente ao 13º salário, já esperado todos os anos.
Horários
Breno lembrou ainda que hoje (24) e (31), o centro ficará de portas abertas das 8h às 17h. O horário de shoppings será até às 18h hoje.
